Lis Lemos
A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB – Goiás) visitou as carceragens de quatro delegacias especializadas do Estado. A Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) e Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (Derfrva) foras as escolhidas para receber a visita na manhã desta segunda-feira (31/10).
O que se encontrou foi um cenário de superlotação. Isso é o que confirma o presidente da Comissão, Alexandre Prudente Marques. Além dele, participaram da visita o presidente da Comissão de Segurança Pública e Política Criminal, Douglas Dalto Messora, entre outros advogados.
Embora não tenha ainda os números precisos, o advogado Alexandre Prudente afirma que encontrou casos em que presos estão há mais de 50 dias na carceragem. Segundo ele, um inquérito deve ser concluído em até 10 dias. A partir da conclusão do inquérito, o suspeito deve ser encaminhado para a Casa de Prisão Provisória (CPP) ou aguardar o julgamento em liberdade.
Para Prudente, a superlotação não é novidade no Estado de Goiás. “O Estado não investiu no sistema prisional. Chegamos ao ponto das cadeias não conseguirem absorver as demandas das delegacias”, defende.