Foto: Rodrigo Obeid/A Redação
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Carolina Pessoni
Goiânia - Entre os destaques da região central de Goiânia está o Edifício Albano Franco, carinhosamente conhecido como Casa da Indústria. Mais do que um conjunto de escritórios, o prédio, localizado na Avenida Araguaia, é um marco da força e da trajetória da indústria goiana. Ali, pulsa o centro nervoso do setor industrial do estado, sede da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), do Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em Goiás.
A gênese deste emblemático edifício está diretamente ligada à visão de Aquino Porto, figura central na história da Fieg. Segundo o arquiteto e assessor da Diretoria do Sesi e Senai Goiás, Ciro Lisita, a necessidade de uma nova sede foi impulsionada pelo crescimento acelerado do setor industrial no Estado.
"A sede antiga da Federação ficava no Palácio da Indústria — Edifício Aquino Porto, um prédio histórico construído em 1954. Por muitos anos, atendeu às necessidades, mas, com o aumento do volume das indústrias, tornou-se imprescindível buscar espaços maiores e mais adequados", relata Lisita.
Na década de 50, Gilson Alves de Souza e Antônio Ferreira Pacheco com o governador José Ludovico de Almeida, em visita ao terreno doado ao Sesi para a construção do Centro Social Goiânia, onde hoje funciona a Casa da Indústria (Foto: Acervo Sesi)
Essa busca por expansão levou à descentralização inicial, com a construção de sedes separadas para o Senai, no Setor Universitário, e para o Sesi, na Avenida Araguaia. Contudo, o prédio que abrigava a Fieg na Avenida Anhanguera tornou-se obsoleto, culminando na decisão estratégica de transferir a federação para o então espaçoso Edifício Albano Franco, onde se encontra até hoje.
A concepção da chamada Casa da Indústria foi um projeto ambicioso, idealizado por Aquino Porto com o intuito de diversificar as atividades da federação. "A primeira etapa foi a construção da robusta estrutura de concreto do prédio, que levou cerca de um ano. A obra ficou parada por um período, mas, quando foi retomada, a construção foi concluída", detalha o arquiteto.
O Sesi foi o primeiro ocupante, instalando-se com pouco mais de 200 funcionários, já prevendo o futuro crescimento. Atualmente, nove pavimentos são ocupados pelo Sesi e Senai, e o edifício abriga cerca de 450 colaboradores no total.
Início da construção do Edifício Albano Franco (Foto: Acervo Sesi)
A Fieg ocupa os 10º e 11º andares do edifício, em um modelo de gestão compartilhada com o Sesi e o Senai, que unificaram suas superintendências e diretorias. A estrutura do prédio impressiona: 11 pavimentos, subsolo, um auditório com capacidade para 250 pessoas totalmente equipado, três elevadores, duas caixas de escada e três andares de garagem.
O projeto original, elaborado em 1982, demonstrava uma visão de futuro notável. "O prédio já nasceu com essa estrutura. A estrutura de concreto, com seus pilares e vigas, é a original do início da construção. Já se pensava na expansão do setor industrial no estado, prevendo um grande crescimento, e o prédio foi feito para isso", afirma o assessor. Essa previsão se concretizou, com departamentos que, inicialmente, contavam com poucos funcionários abrigando hoje até 30 pessoas por pavimento.
A escolha do terreno para a construção também foi estratégica. Adquirido pelo Sesi na década de 1960, o local abrigava, anteriormente, uma escola de teatro do Sesi, dirigida por Cici Pinheiro. A necessidade de expansão e a localização privilegiada motivaram a construção ali. O projeto paisagístico, assinado pela arquiteta goiana Neusa Baiocchi, em parceria com o renomado Burle Marx, que também desenvolveu o painel cerâmico em frente ao auditório, confere identidade ao edifício.
Projeto arquitetônico é assinado pela arquiteta goiana Neusa Baiocchi em parceria com Burle Marx (Foto: Rodrigo Obeid/A Redação)
Para Ciro Lisita, a Casa da Indústria representa muito mais do que um prédio funcional. "É a afirmação da presença da federação. Todo mundo sabe que ali está a Fieg. É um ponto de referência, todo mundo sabe que ali está o coração da indústria em Goiás."
A importância da Fieg se estende além de suas instalações, com a aquisição de meia quadra em frente ao edifício para a construção do prédio Pedro Alves, que hoje abriga cerca de 30 sindicatos filiados à federação.
A solidez da construção original é um testemunho da visão dos idealizadores. "O Edifício Albano Franco tem uma estrutura de concreto muito bem feita, bem elaborada, com o que havia de melhor em termos de profissionais e materiais na época", enfatiza Lisita.
Ciro Lisita: "É um ponto de referência, todo mundo sabe que ali está o coração da indústria em Goiás" (Foto: Rodrigo Obeid/A Redação)
Essa robustez permitiu que o prédio sofresse poucas alterações estruturais ao longo dos anos, passando por adequações internas para atender às novas necessidades. A preocupação com a sustentabilidade também se faz presente, com a instalação de um sistema de energia solar e a implementação de "brises" na fachada para reduzir a incidência solar e otimizar o uso do ar-condicionado.
Para Ciro Lisita, que acompanha a história do prédio desde sua construção, trabalhar neste local é motivo de satisfação. "É prazeroso ver que o prédio oferece boas condições de trabalho, não sofreu deformações ou problemas estruturais significativos. Os elevadores são originais, mas passam por manutenção e modernização periódica. Foi tudo muito bem cuidado, bem pensado e bem estruturado."
Olhando para o futuro, não há previsão de expansão da Casa da Indústria, o que reforça o caráter visionário do projeto original. "Na época, chamava atenção por ser um prédio moderno para a década de 1980. Ele carrega muita história, é muito bonito, e da cobertura se tem uma vista panorâmica da cidade inteira. Nosso objetivo é preservar suas características, pois ele faz parte da história de Goiânia", conclui o arquiteto.