Yuri Lopes
Goiânia – Colombianos foram na última quinta-feira (21/6) até a embaixada do Japão em Bogotá, na Colômbia, para pedir desculpas pelo ato sexista de conterrâneos na Rússia, onde gravaram um vídeo pedindo que torcedoras japonesas que não falam espanhol repetissem palavras de cunho sexual e ofensivo.
O ato dos colombianos na embaixada foi marcado por faixas com os dizeres "Os colombianos respeitamos as mulheres", "Pedimos desculpas" e "O bem vencerá”.
Após a repercussão negativa, em comunicado oficial o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia afirmou que repudia o comportamento do homem e convidou as pessoas "que usam a camisa da seleção, que representa milhares de colombianos na Copa da Rússia, a serem respeitosos e tratarem bem as pessoas”.
Brasileiros passando vergonha
O caso mais emblemático deste tipo de assédio ocorreu no início da Copa 2018, quando um grupo de brasileiros cercaram uma russa loira e pediram para que ela repetisse palavras de cunho sexual e ofensivo, em referência ao órgão sexual dela.
Um dos homens no vídeo foi identificado e demitido da empresa onde trabalhava, a Latam. A companhia aérea justificou a demissão com o argumento que de o ex-funcionário não representou os valores e crenças de tolerância e respeito adotados pela empresa.
Argentino foi punido
Aproveitando do desconhecimento do idioma espanhol, um argentino de 47 anos fez com que uma jovem russa repetisse palavras de de cunho sexista em um vídeo que ele mesmo postou em suas redes sociais.
Néstor Penovi foi o primeiro torcedor a ser punido com o banimento das partidas da Copa do Mundo por atos sexistas. Ele não poderá ver nenhum jogo em estádios e nem participar de atos oficiais da Copa.
A Embaixada da Rússia na Argentina lamentou o ocorrido, declarando-se "profundamente indignada com o ato absurdo e obsceno" do homem e afirma que espera que lhe não falte "coragem para que ele apresente suas devidas desculpas publicamente".