São Paulo – Em meio a alertas por violência de grupos armados ilegais e uma campanha marcada pela divisão entre continuar ou reverter as políticas do presidente Gustavo Petro, os colombianos estão indo urnas neste domingo (31/5) para eleger um novo governante entre uma lista de 11 candidatos.
Na ampla lista de candidatos, as pesquisas mostraram uma corrida acirrada entre três líderes: o governista Iván Cepeda e os opositores Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, deixando para trás até agora outros candidatos que representam setores mais moderados.
Cepeda, senador e candidato pelo governista Pacto Histórico, prometeu aprofundar a agenda política de Petro, ampliando programas sociais e continuando com as reformas do sistema previdenciário e trabalhista, enquanto busca que o Congresso aprove a polêmica reforma da saúde.
Enquanto isso, Valencia, afilhada política do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010), e De la Espriella, simpatizante de Donald Trump e Nayib Bukele, prometeram dar ao país uma guinada para priorizar a austeridade do Estado e a mão dura contra os grupos armados ilegais e os narcotraficantes.
Entre os líderes, Cepeda é o único que continuaria com a política de “paz total” com a qual Petro iniciou diálogos paralelos com os grupos revolucionários ilegais, aos quais ainda não conseguiu desarmar.
O próximo inquilino do palácio presidencial deverá governar em um país com cerca de 27 mil insurgentes, segundo cálculos da Fundação Ideias para a Paz, um centro de pesquisa sobre o conflito interno. Uma década após a assinatura do acordo de paz com as extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o país ainda lida com dissidências dessa guerrilha e outros grupos armados como o cartel Clã do Golfo e a guerrilha Exército de Libertação Nacional, alimentados pelo narcotráfico e a mineração ilegal.
Os locais de votação foram abertos às 10h e fecharão às 18h, ambos os horários são de Brasília. No total, 41,4 milhões de colombianos estão habilitados para votar. A Registraduría Nacional iniciará hoje a contagem dos votos, sem horários fixos para entregar o resultado inicial, que tem uma função informativa e que nos dias posteriores será verificado durante a apuração em que será declarada a eleição.
A jornada eleitoral contará com aproximadamente 1, 5 mil observadores de organizações e missões internacionais que vigiarão sua transparência, incluindo o Centro Carter e a União Europeia. (Agência Estado)
