Larissa Lessa
No primeiro dia da greve dos bancários, a Associação dos Bancos de Goiás, Tocantins e Maranhão (Asban) orienta os clientes que não conseguirem atendimento nos bancos a procurar casas lotéricas e cooperativas de crédito, que não serão afetados pelo movimento. Outras opções são canais alternativos de atendimento, como internet, telefone e terminais de autoatendimento. Em nota divulgada ontem (26/9), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) orienta os bancos a buscar os meios legais para garantir o atendimento da população.
Na manhã desta terça-feira (27/9), os bancários fizeram manifestação em frente à Superintendência da Caixa Econômica Federal e na Praça do Bandeirante, no Centro de Goiânia, onde funcionam três bancos privados. Os grevistas reivindicam reajuste salarial de 12,8%, enquanto a Febraban apresentou proposta de reajuste de 8%, que representa aumento real de 0,56%, além da reposição da inflação de 7,4% acumulada nos últimos 12 meses.
Apesar do fechamento dos bancos no Centro da capital, o presidente do Sindicato dos Bancários de Goiás, Sérgio Luiz Costa, diz que ainda é cedo para falar sobre adesão ao movimento. “Estamos mobilizando a categoria para participar da greve, mas não temos números sobre quantos já aderiam”, diz ele, que lembra que a paralisação vale tanto para bancos públicos quanto privados. No entanto, o vice-presidente da Asban, Mário Jorge de Alencastro, lembra que nas agências privadas a adesão costuma ser menor. “Houve um movimento semelhante nesta mesma época do ano passado e os bancos privados acabaram não aderindo”, diz. Em Goiânia, agências como a do Itaú do Detran, na Cidade Jardim, e do Santander na Avenida Jamel Cecílio, no Jardim Goiás, continuam atendendo os clientes normalmente. Em Goiás, de acordo com dados do sindicato, cerca de 10 mil bancários trabalham em mil pontos de atendimento.
Em nota, a Fenaban informou que a greve é considerada “fora de propósito” e que a entidade se manteve aberta ao diálogo durante todo o período de negociações. “A Fenaban avalia que qualquer atitude que dificulte o atendimento aos usuários é condenável”, diz a nota, que também informa que muitas agências funcionarão normalmente, mas a greve “sempre é um transtorno para quem quer utilizar uma agência específica e a encontra bloqueada pelos piquetes ilegais dos sindicatos”.
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