José Cácio Júnior
De volta do recesso parlamentar, a Comissão de Ética da Câmara Municipal de Goiânia decide se o primeiro vice-presidente da Casa, vereador Clécio Alves (PMDB), continua como corregedor. O parecer deve sair até a segunda quinzena de agosto. O peemedebista foi punido pela Câmara pelo fato de o seu filho ter causado acidente usando veículo oficial do Legislativo fora do expediente. Os vereadores questionaram a permanência dele no cargo.
O acidente aconteceu no dia 2 de outubro de 2010, no cruzamento da Avenida T-63 com a C-104, no Jardim América, após o filho do verador ter avançado o sinal vermelho. Dhan Marcell Deodato Machado, 22 anos, dirigia um Palio Fire, placa NKQ-9716, e voltava de uma festa com uma amiga.
Quando a imprensa noticiou o fato, o vereador disse que o filho não dirigia o veículo no momento do acidente. Clécio afirma que estava em um evento da sua campanha a deputado estadual no Terminal Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia, às 5h. De lá, Clécio iria para Caldas Novas e, por isso, pediu a seu motorista para levar Dhan e a amiga para casa. O vereador apresentou versão dizendo que cancelou os eventos eleitorais quando soube da colisão.
Clécio negou que o carro era dirigido pelo seu filho mesmo após o boletim de ocorrência do acidente, liberdo pelo Corpo dos Bombeiros, mostrar que Dhan Marcell estava ao volante.
Dias depois, ele assumiu a respondabilidade do jovem e depositou R$ 25 mil à Câmara para ressarcir os dados causados no automóvel. Por conta do acidente, o peemedebista foi punido com 15 dias de suspensão , conforme o Código de Ética da Casa.
Presidente do Conselho de Ética da Câmara, o vereador Anselmo Pereira (PSDB) apresentará projeto de lei para que os próximos corregedores e o corregedores substitutos sejam escolhidos por voto. "A partir da próxima legislatura o vice-presidente não será o corregedor."