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Cirurgia robótica, “por enquanto”, ainda depende do médico

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03.02.2022 - 09:54:21

Augusto Diniz

Goiânia – O médico Adilon Cardoso, especialista em cirurgia robótica, disse na manhã desta quinta-feira (3/2) que o cirurgião na mesa de operação tende a perder espaço no futuro para o procedimento autônomo, comandado por máquinas. O profissional, que é cirurgião digestivo e bariátrico, afirmou no programa Show da Manhã, da rádio Jovem Pan Goiânia e Caldas Novas, que o avanço da tecnologia na medicina é um processo inevitável. "Ainda temos a presença do ser humano [nas cirurgias]. Por enquanto. Porque já estamos trabalhando para a cirurgia autônoma. Claro que isso não é para agora, é para o futuro. Mas ela [cirurgia autônoma] já está em processo de nascimento."

O profissional concedeu entrevista ao apresentador Marcus Vinicius Queiroz, ao jornalista Rosenwal Ferreira e ao diretor-presidente do jornal A Redação, João Unes, convidado de hoje da bancada do Show da Manhã. O programa é transmitido na Região Metropolitana de Goiânia pelos 106,7 FM, em Caldas Novas e região nos 105,7 FM e pelo YouTube da Rádio Jovem Pan, Facebook e Twitter da emissora. 
 

Médico cirurgião Adilon Cardoso afirmou que uso da robótica em procedimentos
cirúrgicos auxilia na precisão dos movimentos que, geralmente, mão humana
demonstra cansaço em longo tempo de intervenção (Foto: Letícia Coqueiro/A Redação)

Para o médico, com o big data, que aumenta a capacidade e a velocidade da chegada de dados, "a máquina aprende melhor do que nós, isso é inevitável". Adilon Cardoso falou sobre o contato com a cirurgia robótica, que começou com a transferência de pacientes para São Paulo. Depois, há cerca de dois anos, o procedimento com base em tecnologia de ponta começou a ser feito também em Brasília. "E agora temos cirurgia robótica em Goiânia", afirmou.

A partir da chegada dessa tecnologia em saúde na capital goiana, o médico explica que o paciente passa a ter à sua disposição "a vantagem, a grande qualidade cirúrgica, que leva à perfeição". Mas o profissional lembrou de um ponto fundamental na aplicação da prática com o máximo possível de avanço tecnológico: "Temos que entender que atrás do robô está o cirurgião com suas habilidades. Essa é a parte que, por enquanto, ainda não perdemos".
 


"Temos que entender que atrás do robô está o cirurgião com suas habilidades.
Essa é a parte que, por enquanto, ainda não perdemos", disse Adilon Cardoso em
entrevista ao Show da Manhã, da Jovem Pan Goiânia (Foto: Letícia Coqueiro/A Redação)

Laudos autônomos
Questionado pelo diretor-presidente do AR, o médico Adilon Cardoso explicou que muitos laudos, como no caso da radiologia, são feitos pela máquina e o profissional de saúde revisa o resultado apontado por aquele exame informatizado. "Isso já é factível, já existe."

João Unes perguntou ao cirurgião quais casos são indicados para serem submetidos à cirurgia robótica. O profissional respondeu que "tudo". "No caso mais simples, você vai ter uma cirurgia robótica simples. Mas ela foi minimamente invasiva, foi menos agressiva, diminuiu o processo inflamatório, com recuperação mais rápida. Tudo isso", destacou o médico.

De acordo com Adilon Cardoso, a cirurgia robótica é muito boa quando aplicada em casos de hérnia. "Hérnias, principalmente de parede anterior de abdomen, onde não há acesso por cirurgia minimamente invasiva, é muito difícil fazer isso por laparoscopia. O que para laparoscopia é muito difícil, para a cirurgia robótica é algo extremamente simples de ser realizado", pontuou.
 


Médico Adilon Cardoso explicou que, durante cirurgia robótica, "é como se minha mão
estivesse dentro da cavidade abdominal", como forma de mostrar o quanto a
tecnologia facilita o procedimento (Foto: Letícia Coqueiro/A Redação)

Tipo de movimento
O médico explicou que a facilidade nesse tipo de procedimento cirúrgico na robótica vem pelo tipo de movimento, como o de punho. "É como se minha mão estivesse dentro da cavidade abdominal. É isso que facilita." Adilon Cardoso citou as cirurgias de refluxo, de mediastino – na região toráxica, que, na robótica, o robô "manobra a parede". "Eu só manobro a pinça. É muito mais fácil", descreveu o cirurgião ao citar o cansaço nas mãos que uma laparoscopia em um paciente obeso causa durante procedimentos 100% manuais.

Veja como foi o programa:

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por Mônica Parreira

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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