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Cirurgia plástica: como agir diante de sinais de alerta no pós-operatório

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02.09.2025 - 10:12:34

Atualmente, é frequente a dúvida sobre o que fazer em caso de mal-estar no período pós-operatório. Como cirurgião plástico, considero fundamental orientar cada paciente. A cirurgia plástica, assim como qualquer outro procedimento médico, exige atenção, responsabilidade e comunicação aberta entre paciente e equipe.
 
O primeiro ponto que sempre ressalto é: nunca esconda ou subestime um sintoma. Diante de qualquer mudança no seu corpo, como dor no peito, falta de ar ou outro sintoma, você deve procurar um pronto-socorro imediatamente. Isso é necessário porque nenhum médico consegue diagnosticar o que está ocorrendo por telefone, sendo indispensáveis exames para confirmar se não se trata de algo grave a ponto de colocar a vida do paciente em risco.
 
Muitas vezes, pequenos sinais ajudam o médico a agir rapidamente e evitar complicações maiores.
 
Outro aspecto importante: após a ida ao pronto-socorro, entre em contato com seu cirurgião para que ele possa lhe fazer uma visita. Muitas vezes, o plantonista não tem experiência cirúrgica e, conversando com o cirurgião, dúvidas podem ser esclarecidas.
 
Alguns pacientes, com receio de terem sua cirurgia recusada, deixam de relatar ao médico que possuem alguma doença, sintoma ou fazem uso de medicamento ou substância ilícita. Essa omissão, porém, pode levar a complicações graves no intra e no pós-operatório, que não têm relação com a cirurgia.
 
Infelizmente, qualquer alteração ocorrida após uma cirurgia costuma ser atribuída ao procedimento, o que não é verdade. Alterações podem ser desencadeadas pela anestesia, por procedimentos realizados por outros profissionais ou até por condições pré-existentes não diagnosticadas, ou ainda adquiridas no período de recuperação.
 
É essencial compreender também que nem todo sintoma após uma cirurgia está diretamente relacionado ao ato cirúrgico em si. Por exemplo: pode ocorrer dor de cabeça em decorrência de uma raquianestesia, ou dormência e fraqueza em membros, geralmente associados ao ato anestésico. Pacientes também podem apresentar tendência ao tromboembolismo, mesmo sem histórico anterior.
 
Portanto, siga sempre as orientações de seu médico, não deixe de usar as medicações no horário correto nem a meia antitrombo, caso seja indicada, pois ambos atuam de forma preventiva. Se apresentar qualquer dor no peito ou falta de ar, vá primeiro ao pronto-socorro. Em alguns casos, o tempo é seu maior aliado para o diagnóstico e tratamento precoces.
 
Pacientes que optam por realizar um procedimento cirúrgico ou vários ao mesmo tempo precisam estar cientes de que, quanto mais cirurgias forem feitas simultaneamente, maior será o tempo cirúrgico, a necessidade de cuidados, os riscos e as possíveis complicações. Portanto, assumem riscos, inclusive o de óbito, mesmo quando o cirurgião e a equipe atuam em conformidade com as normas de segurança.
 
Todas essas situações fazem parte da complexidade do cuidado médico e reforçam a importância de um acompanhamento multiprofissional. Cirurgião plástico, anestesista, equipe de enfermagem e pronto-socorro trabalham em conjunto para garantir sua segurança e bem-estar.
 
Por isso, após uma cirurgia plástica, siga corretamente as orientações recebidas, mantenha uma comunicação aberta com os profissionais e não hesite em procurar ajuda diante de qualquer desconforto. Sua saúde e recuperação são prioridades absolutas.
 
*Fabiano Arruda é cirurgião Plástico, PhD e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Goiás (SBCP-GO)
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por Fabiano Arruda

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