Adriana Marinelli e Caroline Louise
Goiânia – Mais oportunidades a agricultores familiares e ampliação do cooperativismo em Goiás estão entre as principais propostas da candidata do Psol ao governo do Estado, Cíntia Dias. "Fomentar a agricultura familiar é o que vai garantir a alimentação da população através do cooperativismo", disse a governadoriável durante entrevista exclusiva na sede do jornal A Redação, nesta terça-feira (23/8). Na ocasião, Cíntia defendeu a criação de cooperativas como "o caminho para gerar empregos". Outro ponto defendido pela candidata diz respeito à questão da moradia. De acordo com ela, a utilização de espaços públicos do Estado que estão desocupados atualmente poderia resultar em uma ampla ação de habitação popular "de forma imediata".
Candidata ao governo de Goiás pelo PSOL, Cíntia Dias, foi entrevistadas pelas jornalistas Caroline Louise e Adriana Marinelli
(Foto: Letícia Coqueiro/A Redação)
Natural de Goiânia e com formação em Ciências Sociais, Cíntia Dias defende mudanças para a área da Saúde, como o fim das gestões ligadas à Organizações Sociais. Na visão dela, trata-se de um formato "que não traz resultados". "A gente precisa efetivar a ciência e a tecnologia na área da Saúde, investindo no que dá resultado, e as OSs não trazem resultado. Não existirá nenhuma em nosso governo", declarou.
Para a área da Educação, a representante do Psol propõe a ampliação de ensino de tempo integral para crianças e adolescentes de Goiás, de forma a combater a evasão escolar. "Todos irão para a escola, que será integral, garantindo educação de qualidade", disse. Para ela, é preciso intensificar o elo entre Educação, esporte e cultura. Cíntia também fez ponderações a respeito dos colégios militares. "No nosso governo, as escolas militares continuariam existindo se fossem financiadas exclusivamente pelo poder militar. O Estado não pode fazer essa diferença de ensino", argumentou ao citar que, se for eleita, todas instituições de ensino da rede estadual serão padronizadas.
Seguindo o que defende o partido, inclusive em âmbito nacional, Cíntia cita as ações sociais como grande bandeira da campanha, sempre aliadas às demais áreas. "As pessoas são nossa prioridade", enfatizou. "Não existe outro caminho que não seja falar sobre vida, comida e trabalho", acrescentou.
Militante feminista, Cíntia também citou o critério para formação da chapa, que traz um homem como nome para vice-governador: Edson Braz (Rede), ex-procurador do Ministério Público do Trabalho. "Movimento feminista não exclui os homens", explicou ao citar que a bandeira do trabalho também tem espaço importante dentro das propostas do Psol. "Nossas propostas de governo envolvem, principalmente, a proteção de mulheres, do público LGBTQIAPN+, negros, jovens e trabalhadores (…) Uma candidatura feminista, do movimento popular e da classe trabalhadora que foi endoçada pelo apoio da escolha do vice", arrematou Cíntia ao citar que Manu Jacob (Psol), como candidata ao Senado, completa a chapa.