Cleomar Almeida
Há cerca de apenas três horas para o início do Dia Mundial Sem Carro, que defende o uso da bicicleta como um dos meios de transporte, um ciclista de 42 anos morreu após ser atropelado por um ônibus da empresa HP, em Aparecida de Goiânia. De acordo com informações colhidas pela Polícia Militar (PM), Adelcy Pereira da Silva seguia, por volta das 21 horas desta quarta-feira (21/9), na Avenida Veiga Vale, no Parque Veiga Vale 1, quando foi atingido pelo veículo.
O ciclista estava próximo ao meio fio, mas, após passar em uma região escura na via e esbarrar em um pedestre, preferiu ir para o meio da pista, momento em que foi atropelado pelo ônibus, informou a PM.
Ciclovias
O caso de atropelamento dá mais fôlego à discussão sobre a necessidade de faixas destinadas, exclusivamente, aos ciclistas nas cidades. Em Goiânia, a morosidade do poder público impede a construção de 140 quilômetros de ciclovias na capital, conforme estabelece o Plano Diretor.
Em março, houve o anúncio de que as obras seriam lançadas antes das chuvas, geralmente apontadas como causa do atraso do cumprimento de determinados compromissos selados com a população. Os trabalhos integrariam o primeiro trecho, batizado de Ciclovia Norte-Centro, entre a BR-153, na região do condomínio Aldeia do Vale, e a Praça da Bíblia, no Setor Universitário. Entretanto, apesar de todo o Estado passar por um intenso período de tempo seco e temperaturas elevadas, nada saiu do papel.
Segundo informado, falta análise da Agência Municipal de Trânsito (AMT) sobre as intervenções que deverão ser realizada nos locais das obras. Quem ratifica essa alegação é o presidente da Agência Municipal de Obras (Amob), Iram Saraiva Júnior, que, conforme já divulgado pelo jornal A Redação, disse aguardar o despacho da agência.
O descaso dos órgãos envolvidos na construção das ciclovias gera o risco de aumento da frota de veículos, que, somente em Goiânia, nos últimos cinco anos, foi de 38,1%, conforme dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
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