A Redação
Goiânia – O Centro Editorial e Gráfico da Universidade Federal de Goiás (Cegraf/UFG) está passando por reestruturação. Segundo o professor Anselmo Pessoa Neto, novo diretor da editora, o objetivo é aprimorar a qualidade dos catálogos de obras, garantindo transparência e eficiência na prestação de serviços editoriais e gráficos. A criação de uma nova estrutura organizacional foi aprovada pelo Conselho Universitário em sessão realizada no último dia 22 de fevereiro.
A mudança consiste na separação da editora e da gráfica em dois órgãos distintos: a Editora UFG, sob a direção de Anselmo Pessoa, e a Gráfica UFG, dirigida por Maria Lucia Kons. O processo está em fase de implantação.
De acordo com Anselmo, no caso da editora a meta é a publicação e a socialização do conhecimento por meio de catálogos de alta qualidade editorial. “O objetivo é reorganizar as demandas de publicações de forma mais transparente e sem essa categorização hierarquizada em selos distintos, uns com menor rigor na avaliação do mérito editorial”.
Ele explica que até então havia três selos editoriais distintos e hierarquizados: 1) Editora UFG, que ambicionava atender rigorosamente aos critérios da Capes para publicações, o Qualis Livro; 2) Gráfica UFG, selo sem crivo editorial nenhum e sem conselho editorial; 3) e Imprensa Universitária com selo editorial “menos rigoroso” e, conforme constava de normas anteriores, seria destinado a autores que “solicitam avaliação e amparo editorial, mas não no grau de rigor das obras que requerem o selo Editora UFG”.
A ideia é reorganizar as demandas de publicações de forma mais transparente e sem categorização em selos A, B e C, o que resulta em flexibilização de rigor na avaliação dos livros a serem publicados. No desenho administrativo que está sendo formulado, o autor, que antes solicitaria publicação pela Imprensa Universitária, poderá procurar a Gráfica UFG para publicar os seus trabalhos. Essas publicações contarão com ISBN e poderão ser chanceladas por conselhos editoriais organizados pelos demandantes.
Continuam como produtos pagos, como já eram. E os autores que submeterem sua obra à Editora UFG, caso seu livro seja aprovado para publicação, conquistará o selo de obra aprovada por pares pelo conselho editorial da Editora UFG, considerado o mérito da obra, e custeado pela Editora, como já era.
Focando o mérito acadêmico e científico das obras a serem publicadas, o diretor é enfático ao buscar o aprimoramento dos catálogos da Editora UFG. “A coisa mais preciosa de uma editora é o seu catálogo de obras. O que se pretende é que a Editora UFG tenha um grande catálogo, em todas as áreas de conhecimento”.
Esses catálogos, que incluem obras escritas originalmente em português e traduções, devem contemplar alguns blocos fundamentais: 1) livros de referência para a pesquisa nas várias áreas do conhecimento; 2) livros que discutem inovações relevantes no campo acadêmico-científico, tecnológico e artístico; 3) obras de cunho didático e de grande relevância para utilização em sala de aula. (Com Secom UFG)