Goiânia – John Hughes capturou fragmentos da juventude de modo extremamente feliz. Realizou obras contundentes e que assinalaram uma época, o espiríto adolescente com todas as sensações peculiares, perpassando por seus dramas e receios embevecido por uma nostalgia mágica, culminando em célebres filmes como O Clube dos Cinco (1985), Curtindo a Vida Adoidado (1986) […]
Goiânia – Os filmes do mestre do melodrama Douglas Sirk transcendem a condição fílmica para ganhar vida própria. Penetrar neste microcosmo é se esbaldar em uma torrente de sensações que reacendem a esperança na humanidade. As personagens em seus filmes demonstram uma vontade indômita em preservar aquilo que acredita, vislumbrando uma fé inabalável diante […]
Goiânia – É impressionante a vitalidade com que Júlio Bressane, possivelmente o mais importante diretor do cinema brasileiro vivo, erige sua recente obra, Beduíno (2016), após mais de 50 anos dedicados ao cinema. Talvez nenhum outro diretor de nossas terras possua uma vasta quantidade de filmes de uma qualidade tão contundente esboçando um vigor e […]
Goiânia – Há uma passagem inesquecível em Amarcord (1973), de Federico Fellini, na qual uma das personagens femininas clama pelo amor. As luzes, a beleza imagética do diretor italiano promove uma sinergia em que irrompe o amor, sentimento magnânimo e o cerne que perpassa pelos anseios íntimos dos seres humanos, afinal, este sentimento é […]
Goiânia – Há uma cena tocante em O Estrangeiro (2017), dirigido por Martin Campbell, quando o personagem Quan, interpretado por um Jackie Chan inspirado, entra no quarto de sua filha morta num trágico evento ocasionado por um ataque terrorista. Seu olhar acompanha os detalhes de seus objetos pessoais como retratos e ursos de pelúcia. Não […]
Goiânia – Um tratado sobre a perda é o mote que rege a película Brown Bunny (2003), um ótimo exemplar da breve carreira de Vincent Gallo como diretor, um cinema da mise-en-scène de uma linhagem que remete a John Cassavetes ou Maurice Pialat, ou ainda a Elaine May, cujo foco se entrelaça ao cinema corporal, […]
Impossível passar incólume ante a grandiosidade e o talento singular de John Ford em contar uma história. Rastros de Ódio (1956), possivelmente sua obra-prima máxima, remonta a uma miríade de raríssimos planos muito bem arquitetados e que se entrelaçam de modo admirável, como no suntuoso plano que se inicia com a abertura de uma porta […]
Cena de 'O Viajante' (Foto: divulgação) Goiânia – Filmar o impossível é o que há de melhor na vida. Tal afirmação na película Uma História do Vento, do célebre diretor Joris Ivens, vem ao encontro de O Viajante (1999), do mestre Paulo César Saraceni, um craque do cinema brasileiro, e, por conseguinte, de todo o […]
Goiânia – Os sonhos desfeitos e a condição de penúria pela qual uma mulher é sujeita após um duro golpe são condicionantes que movem O Mundo é Culpado (1950), provavelmente o grande filme de Ida Lupino, uma das maiores, se não a maior diretora que o cinema revelou. De uma filmografia reduzida, mas de uma […]
Goiânia – Um compêndio entre as artes de Jacques Tourneur, Roman Polanski, David Cronenberg, Larry Cohen, Joe Dante e John Landis imiscuído aos hábeis diretores Marco Dutra e Juliana Rojas promove um dos mais belos exercícios de cinema de gênero no cenário nacional desde Encarnação do Demônio (2008), do célebre José Mojica Marins. A […]
Goiânia – Faixa Vermelha 7000 (1965), de Howard Hawks, é uma obra-prima tardia em sua vasta filmografia e, por vezes, um filme pouco lembrado. O próprio diretor disse que não gostava do filme. Penso que Hawks estava errado. No ano seguinte, o mestre realizaria El Dorado, um legítimo milagre. A carreira do diretor é marcada […]
Goiânia – De um bate-papo em um grupo de cinéfilos surgiu o tema referente aos melhores diretores brasileiros que ainda estão vivos. Os primeiros que vieram à tona foram Nélson Pereira dos Santos, Júlio Bressane e José Mojica Marins. Para fechar um quinteto a dificuldade foi evidente e reforçada pelas mortes há não muito de […]