Porto Alegre – A gremista Patrícia Moreira da Silva, flagrada chamando o goleiro Aranha, do Santos, de macaco, no final de agosto, teve parte da residência incendiada nesta sexta-feira (12/9). A casa, localizada no bairro Passo das Pedras, na zona Norte de Porto Alegre, está desocupada desde o episódio, ocorrida durante partida válida pela Copa do Brasil.
Segundo o advogado da torcedora, Alexandre Rossato, o fogo atingiu um porão e queimou parte do assoalho. Patricia está na casa de parentes. "Lamentável. Isso, sim, é avaliado como crime", declarou o advogado que deve registrar ocorrência em uma delegacia de polícia.
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Após o incidente, Patrícia sofreu ameaças através de rede sociais e também teve a casa apedrejada. Diante da repercussão do caso, a torcedora gremista deixou de frequentar a sua residência. Além disso, prestou depoimento à polícia e deu entrevistas afirmando estar arrependida do seu ato, negando ser racista e também pedindo desculpas a Aranha. O goleiro aceitou, mas disse que ainda espera por uma punição.
O ato racista de parte da torcida do Grêmio fez com que o clube gaúcho fosse punido pelo STJD. A equipe foi excluída da Copa do Brasil, mas ainda terá recurso contra a pena julgado. Patrícia e outros torcedores estão sendo investigados pela Polícia Civil e podem ser indiciados por injúria racial. A pena pode chegar a três anos de prisão. (Agência Estado)