Logo

Carreira: o que muda com a indústria 4.0?

WhatsAppFacebookLinkedInX
19.03.2019 - 14:05:00

Pesquisa recente realizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e organização Latinobarómetro revela que 62% dos brasileiros que trabalham na indústria de manufatura temem perder seus empregos para robôs no prazo de dez anos. Em outros países, a preocupação com os impactos da quarta revolução industrial no mercado de trabalho também é generalizada. Há estudos, como o da consultoria americana McKinsey, que projetam prejuízo de mais de 50 milhões de empregos nos próximos anos.
 
Mas isso não é motivo para desespero. Nas revoluções anteriores também surgiram especulações sobre a redução de postos de trabalho, mas o que ocorreu de fato foi uma transformação de algumas atividades, as quais foram substituídas por outras que exigem maior qualificação e menor esforço. Mas o que fazer diante deste desafio profissional? O primeiro passo é apostar no desenvolvimento de novas habilidades para o trabalho do futuro.
 
Neste cenário, os que mais se destacam são aqueles que sabem administrar mudanças, pois as empresas querem executivos capazes de liderar uma transformação digital e de pensar em termos de inovação. Os cargos de CEOs e de diretores de tecnologia, por exemplo, já atravessam mutações. O mesmo acontece com as áreas de marketing, recursos humanos e finanças, que se adaptam para atender às necessidades da indústria4.0, a qual se traduz na convergência de tecnologias disruptivas, permitindo um novo salto evolutivo em termos de produtividade.
 
Levantamento feito pela Association of Executive Search and Leadership Consultants (Aesc) com mais de 800 altos executivos ao redor do mundo, que incluiu o Brasil, apontou que as habilidades que mais diferenciam os gestores hoje em dia são: pensamento estratégico (69%), ser capaz de inspirar e engajar pessoas (63%), inteligência emocional (61%), adaptabilidade (59%) e, em menor número, capacidade de aprendizado contínuo (44%).
 
Guiadas por nanotecnologias, robôs, inteligência artificial, biotecnologia, sistemas integrados, computação em nuvem, drones e impressoras 3D, as chamadas “fábricas inteligentes”, que devem virar realidade para 20% das indústrias brasileiras na próxima década, prometem extinguir funções, exigir aprimoramentos em determinadas carreiras e fazer surgir novas profissões. E, nessa perspectiva, uma coisa é certa: o processo de transformação só beneficiará quem for capaz de inovar e se adaptar.
 

*Alessandra Luzine é psicóloga, especialista em Gestão de Pessoas e Negócios e CEO da A3 Consultoria

compartilhar
WhatsAppFacebookLinkedInX
por Alessandra Luzine

*

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Postagens Relacionadas
Wil Caravanti
04.11.2026
Design de Imaginação

“Imaginação é mais importante que conhecimento.” Albert Einstein Antes de existir no mundo, muitas das grandes realizações humanas existiram primeiro na imaginação de alguém. Walt Disney imaginou na Flórida algo que ia muito além de um parque de diversões. Lúcio Costa e Oscar Niemeyer ajudaram a transformar em cidade uma ideia desenhada para o centro […]

Rose Cruvinel
03.11.2026
Ministério do Idoso é boa ideia, mas precisa ser eficiente

A criação de um Ministério do Idoso foi uma das primeiras propostas anunciadas pelo presidente Lula da Silva, depois de confirmada sua reeleição. A ideia merece ser recebida com seriedade e espírito público. Como médica, vereadora e integrante da população idosa, conheço de perto os desafios do envelhecimento e apoio qualquer iniciativa que coloque esse […]

Luiz Augusto Araujo
03.11.2026
Você sabe se comunicar bem?

Você consegue expressar suas ideias com clareza? Sabe organizar o que deseja dizer, transmitir mensagens de forma objetiva e convencer as pessoas? Embora a comunicação esteja presente em praticamente todas as situações do cotidiano, nem sempre temos consciência de como nos comunicamos e de quais aspectos podemos melhorar. Para ajudar a responder a essas perguntas, […]

ANA CARLA ABRAO
02.11.2026
O Brasil que desperdiçamos

Quanto custa ao Brasil continuar sendo tão desigual? Não apenas em termos de injustiça social, de pobreza ou de oportunidades negadas a milhões de brasileiros. Quanto nos custa em crescimento, produtividade, segurança e prosperidade? E, talvez mais importante, quanto perdemos com a manutenção de uma sociedade que desperdiça tanto do seu próprio potencial? Em uma […]

Ricardo Menegatto
02.11.2026
Black Friday e os falsos descontos

A Black Friday se aproxima e, com ela, chegam as promessas de grandes descontos, ofertas por tempo limitado e oportunidades aparentemente imperdíveis. Em 2026, a principal data promocional do comércio será celebrada em 27 de novembro. Mas, em meio à expectativa de economizar, surgem situações que costumam gerar dúvidas e frustrações: a loja anuncia um […]

Edemundo Dias de Oliveira Filho
30.10.2026
A cegueira deliberada do oráculo

“A partir de certo ponto, as informações já não informam — deformam. Podem até obscurecer o mundo.” Byung-Chul Han Por que os diagnósticos — apenas ou embora certeiros — não ajudam a nação? Passadas as eleições, o Brasil não assistiu tão somente ao arrefecimento da beligerância. Assistiu, sobretudo, à sua consolidação como método de governabilidade. […]

André Naves
29.10.2026
Fim da escala 6 por 1: Prosperidade e Inclusão

A escala 6 por 1 – seis dias de trabalho para um de descanso – sempre cronometrou a semana de 14,8 milhões de trabalhadores brasileiros sem se importar com o quanto de vida sobrava depois do expediente. Quase nada. José Mujica, o presidente uruguaio que se tornou símbolo mundial de humildade, simplicidade e humanidade, costumava […]

José Ricardo Caixeta Ramos
29.10.2026
Educação sanitária, um dos pilares da defesa agropecuária em Goiás

Nos últimos três anos, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) passou por uma transformação relevante em sua cultura organizacional. Tradicionalmente vista com receio pelo produtor rural, que associava a chegada de nossas equipes a possíveis multas e sanções, a Agência reinventou sua maneira de atuar. Hoje somos uma instituição parceira, que prioriza a orientação […]