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Câncer colorretal deve se tornar o terceiro mais frequente no Brasil

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04.02.2019 - 11:14:48
 
Goiânia – Comumente conhecido como câncer do intestino grosso, doença que acomete o cólon e reto, é um dos tipos de tumor mais comuns na população ocidental e a incidência tem crescido significativamente no Brasil. É importante ficar atento aos sintomas, como sangramento nas fezes e alteração do hábito intestinal. O dia 4 de fevereiro foi instituído pelas entidades internacionais como alusiva para o combate à enfermidade.  
 
De acordo com informações do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e do Ministério da Saúde (MS) em 2018 – 2019 serão diagnosticados cerca de 600 mil novos casos da doença no País. Entre eles, com exceção do câncer de pele não-melanoma, os três tipos mais incidentes no Brasil foram próstata, mama feminina e, em terceiro lugar, o colorretal. O câncer de intestino em mulheres alcançará a marca de 19 mil casos, nos homens, 17 mil.
 
O intestino é dividido em duas porções: grosso e delgado, sendo que a maioria dos tumores acontece na primeira região, já o do segundo tipo é menos frequente e dificilmente diagnosticado, devido a sintomas menos específicos.
 
A origem desse tipo de patologia está relacionada aos hábitos de vida, como a alimentação rica em gordura de origem animal e ao sobrepeso, além de fatores genéticos.
 
Além desses importantes fatores, o tabagismo também deve ser lembrado como um dos grandes causadores. Pessoas que fumam têm maior chance de evoluir com neoplasias de qualquer localização, uma vez que o cigarro possui agentes nocivos às células e que podem atuar não só no pulmão.
 
Diagnóstico precoce
A fase inicial da doença não possui sintomas específicos e, quando ocorrem podem, por vezes, ser variados e/ou confundidos com outras enfermidades. Entre os indícios, há mudanças no hábito intestinal, como diarreia ou constipação, alteração na coloração e espessura das fezes, sangramento retal ou sangue misturado a elas, desconforto ou dor abdominal persistentes, fraqueza, fadiga generalizada e vertigens, náuseas e vômitos, perda de peso repentina e dor ao evacuar.
 
A melhor forma de se combater qualquer doença é a prevenção e o diagnóstico precoce.  De modo geral, sempre que houver algum sintoma intestinal que dure por mais de um mês, é indicado que seja consultado um profissional de saúde, pois ele irá iniciar uma investigação especifica com exames clínicos e de imagem.
 

*Francisco Pereira Filho é oncologista e compõe o corpo clínico do Hemolabor, unidade de saúde referência do tratamento de câncer, em Goiás. 
 
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por Francisco Pereira Filho

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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