A Redação
Goiânia – O governador Ronaldo Caiado disse nesta sexta-feira (18/1) que “os últimos governos desrespeitaram a Lei de Responsabilidade Fiscal” em Goiás. Ao criticar os ex-governadores, ele afirmou que "informações foram manipuladas e a situação fiscal do Estado acabou deteriorada".
“O Tesouro estadual terá uma receita líquida de R$ 18,080 bilhões em 2019 e despesas de R$ 21,585 bilhões”, informou nesta manhã durante entrevista à rádio Sagres 730. “Se o Estado não comprar nenhum prego neste ano, nem investir nenhum centavo em infraestrutura, ainda assim terá um déficit de R$ 3,505 bilhões”, destaca. “Este valor, somado à folha de dezembro não empenhada, saldo de restos a pagar e cancelamentos de empenhos, elevará o déficit projetado para este ano de R$ 5,731 bilhões”.
O governador disse que medidas estão sendo adotadas para solucionar a grave crise fiscal. Lembrou que, somente com a folha de pagamento, são gastos 82,99% do orçamento. “Estamos fazendo um sério reajuste para que o Estado, de fato, beneficie a população”.
Caiado comentou que está em diálogo permanente com o governo federal na tentativa de amenizar a situação. “Os últimos governos fizeram Goiás extrapolar todos os critérios para entrar no Regime de Recuperação Fiscal, mas entendemos que a União também enfrenta graves dificuldades. Estamos buscando um entendimento”.
Questionado sobre a folha salarial de dezembro, que não foi empenhada e paga pelo ex-governador José Eliton, Caiado informa que continua em busca de soluções e diálogo com servidores. “Sempre fui transparente em todas as minhas ações. Como governador, isso não é diferente. A sociedade terá como saber exatamente os recursos que o Estado possui em caixa e, com muito diálogo, vamos definir as prioridades”.
De acordo com o governador, o rombo financeiro prejudicou setores, como a saúde. Também criticou dificuldades relacionadas ao fornecimento de energia elétrica. “Venderam a Celg e falta energia elétrica em vários pontos de Goiás”.
Desenvolvimento
Ainda na entrevista, Caiado anunciou que o Governo Federal vai viabilizar a infraestrutura logística das obras da Ferrovia Norte-Sul, ligando Campinorte até Água Boa, no Mato Grosso. Segundo ele, os trabalhos serão concluídos até o fim do seu mandato.
“A ferrovia vai promover um salto de desenvolvimento na região. Vai expandir áreas, como agricultura e produção. São regiões com enorme potencial, mas que ainda não contam com a infraestrutura necessária”.