A Redação
Goiânia
– O governador eleito Ronaldo Caiado afirmou que manterá política de atração de investimentos, mas defende alternativas para garantir serviços públicos.
Ele voltou a defender, em entrevista à CBN nesta quarta-feira (21/11), a política de incentivos fiscais como mecanismo de atração de investimentos para Goiás.
“Nunca me coloquei contra. Agora, o que temos que fazer é modular os incentivos fiscais. Nesse momento de crise, que estamos recebendo o Estado numa situação extremamente calamitosa, é fundamental que possamos nessa hora buscar alternativas também para que Estado possa sobreviver”, alertou.
A discussão sobre a política de incentivos fiscais veio à tona após o atual governador, José Eliton (PSDB), encaminhar um projeto de lei que reinstitui os incentivos vigentes publicados até 8 de agosto de 2017 e também aqueles que tenham passado por modificações após essa data.
A principal preocupação, segundo o próximo governador, é que o texto enviado pela atual administração mantém uma prática condenada pelo Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO): a de renúncia fiscal, com falta de transparência na concessão dos benefícios.
Questionado sobre o anúncio de que a Unilever (de Goiânia) deixará Goiás para se instalar no interior de Minas Gerais, Caiado explicou que a decisão nada tem a ver com qualquer eventual mudança que venha ocorrer em sua futura gestão.
“Não tem nada a ver com incentivos fiscais, eles continuam aí, oras. Quais os fatores determinantes? A decisão veio devido a pressões [do atual governo] para antecipação do pagamento de impostos; decorre das dificuldades em se conseguir autorizações e licenças de Meio Ambiente, a logística que fica muito mais próxima da capacidade de distribuição dos produtos da empresa. Não tem vinculação a mudança da Unilever com incentivos fiscais”, rebateu.
Secretariado
Ronaldo Caiado tratou ainda sobre a escolha da equipe auxiliar do governo eleito, que, segundo ele, ainda não está fechada.
“Pela minha formação médica, eu prefiro fazer o diagnóstico completo. Vejo que não há porque precipitar sem que eu tenha levantamento detalhado de cada secretaria e do endividamento. Acho que estou cumprindo com aquilo que acredito, tendo cautela, trabalhando em Brasília, buscando alternativas no cenário nacional, já que a situação de Goiás é extremamente preocupante”, asseverou.
O democrata reiterou que recriará secretarias importantes, como a do Esporte, a da Cultura e a da Agricultura, pois acredita que é preciso autonomia para cumprimento de metas. “Até porque a fusão de secretarias não diminuiu gastos do Estado e acabou com a eficiência das pastas. Não tenho como cobrar resultados se não tivermos cada uma respondendo por suas ações. Agora, vou cancelar todas as extraordinárias, que são frutos de acordos para atender interesses político”, arrematou.