A Redação
Goiânia – Governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) defendeu medidas para evitar o crescimento "descontrolado" das dívidas dos estados brasileiros. O chefe do Executivo goiano se reúne com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para apresentar, junto a outros governadores, a prosposta reformulação do indexador de reajuste das dívidas com a União.
Caiado explicou que a meta é “criar um mecanismo capaz de fazer com que o volume da dívida não aumente tanto e inviabilize investimentos em saúde, educação e programas sociais”.
Pelo atual Coeficiente de Atualização Monetária (CAM), o volume total dos débitos dos estados com a União saltou de R$ 283 bilhões para R$ 584 bilhões em apenas oito anos (de 2015 a 2023). “É um percentual de juros que inviabiliza as finanças”, pontuou. “Fica extremamente difícil para os estados investir e ter condições de atender a população”, argumentou.
Caiado comentou o caso de Minas Gerais, cuja dívida ativa total supera R$ 176,7 bilhões, sendo R$ 149,5 bilhões apenas com o governo federal. “Se não fizermos nada, não será apenas Minas Gerais que ficará nessa situação. As dívidas vêm evoluindo em uma proporção tal que vão asfixiar todos os estados”, declarou. Durante a conversa, Caiado defendeu ainda que estados atingidos por catástrofes, como o Rio Grande do Sul, precisam de tratamento diferenciado.
Os detalhes de um projeto de lei complementar sobre o assunto serão discutidos com o presidente do Senado na reunião desta terça-feira em Brasília. “Tenho certeza absoluta que, pelo empenho do senador Rodrigo Pacheco, a medida será votada ainda a tempo de prevalecer para 2025”, afirmou o governador.
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