A Redação
Goiânia – Candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado criticou, nesta quarta-feira (9/9), a sequência de decisões tomadas no Supremo Tribunal Federal (STF) em meio à crise envolvendo ministros da Corte e a cúpula da Polícia Federal (PF). Em vídeo, ele afirmou que o momento é “muito grave” e acusou o governo federal de não exercer liderança diante do impasse institucional.
As declarações foram feitas após o presidente do STF, Edson Fachin, retirar de Alexandre de Moraes a relatoria do inquérito das fake news e suspender decisões conflitantes dos ministros André Mendonça e Flávio Dino relacionadas ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Fachin manteve Rodrigues no cargo e convocou sessão extraordinária do plenário para 15 de setembro.
“Veja a gravidade do momento que nós estamos vivendo. Em poucas horas, muitas decisões foram tomadas”, afirmou Caiado. O candidato elogiou a decisão de Fachin de retirar o inquérito das fake news das mãos de Moraes, mas criticou a sucessão de determinações envolvendo o comando da PF.
André Mendonça havia determinado o afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, sob a alegação de que teria sido alvo de monitoramento irregular. A Segunda Turma chegou a formar maioria favorável ao afastamento antes de um pedido de vista de Gilmar Mendes. Posteriormente, Flávio Dino determinou a reintegração dos delegados. Fachin suspendeu as decisões dos dois ministros e assumiu a condução do impasse.
Para Caiado, a sequência de decisões evidencia uma crise institucional. “Gente, você está vendo tudo isso acontecer? A gravidade do processo. É o que eu falo: o país está sem comando”, declarou.
O candidato também direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que há uma “ausência da Presidência da República” diante da crise. “Ele não tem nem capacidade de sentar à mesa e decidir algo que está colocando em risco a democracia brasileira”, completou.
Na avaliação de Caiado, o episódio envolvendo o Supremo também estaria desviando a atenção da campanha eleitoral. “O assunto do Supremo passou a ser a grande cortina de fumaça”. Segundo ele, o debate sobre a crise na Corte estaria reduzindo o espaço destinado à discussão sobre as eleições presidenciais.
Durante o vídeo, Caiado criticou Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).“Hoje, para se governar o país, tem que ter autoridade moral. Eles não têm, nem Flávio, nem Lula. Eles não têm autoridade moral e não têm coragem pessoal, tanto que você vê uma ausência completa da Presidência da República. E, no mais, é alertá-los de que, daqui a 25 dias, nós estaremos decidindo o futuro do país”, afirmou Caiado.
Caiado também voltou a defender mudanças na composição do STF caso seja eleito. “A situação do Supremo, eu sei resolver. Já disse que vou resolver colocando lá quatro mulheres”. Segundo o candidato, a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge seria sua primeira escolha para uma eventual vaga na Corte. “Já vou indicar a primeira: a Raquel Dodge será a primeira nomeada por mim”.
“É poder dar um basta e ter comando no país, ter autoridade moral e ter coragem de colocar ordem no país, nas instituições e devolver a condição de governabilidade”, finalizou.
Confira o vídeo:
Caiado critica crise no STF e diz que decisões desviam foco da eleição presidencial: “cortina de fumaça”. Candidato também afirmou que País está sem comando https://t.co/HsN5O2GnYY pic.twitter.com/vOyZeWpQgY
— Jornal A Redação (@aredacao) September 9, 2026
