Gabriela Louredo
Goiânia
– Durante coletiva de imprensa para anunciar os nomes de quatro
novos secretários na tarde desta quarta-feira (26) para o comando das pastas de Agricultura, Cultura, Esporte e Meio Ambiente, o governador eleito Ronaldo Caiado adiantou qual será seu primeiro ato: enviar à Assembleia Legislativa do Estado de Goiás projeto de lei para estabelecer a equiparação salarial da categoria da terceira classe de policiais civis, militares e bombeiros aos quadros de carreira.
Caiado disse que a proposta está sendo elaborada por sua equipe técnica e o impacto financeiro já foi calculado, de R$10 a 11 milhões mensais. "Você pagar um policial militar, um bombeiro, um policial civil com R$1,5 mil…isso é realmente uma afronta completa. Isso foi o compromisso meu de campanha e no dia 1º vou assinar o projeto e encaminhá-lo à Assembleia Legislativa", defendeu, referindo-se ao salário de R$1, 5 mil como "valor indigno". A mesma proposta prevê a extinção da categoria de terceira classe.
Atraso de salários
Caiado voltou a falar sobre o cenário de insolvência financeira que enfrenta o Estado. Caiado também afirmou que haverá "atraso da folha de pagamento do funcionalismo público referente ao mês de dezembro". "A folha de pagamento de dezembro sequer foi empenhada. Não tem como você pagar algo que não está empenhado", explica.
Perguntado sobre a regularização dos salários, o governador eleito afirma que terá condições de divulgar uma previsão somente em janeiro, após assumir o governo. "Nós temos que, ao chegar ao governo, buscar um sistema de regularização de algo que é um gasto previsto, mas que não foi empenhado", esclarece. Disse ainda que a folha salarial de janeiro será paga antes da de dezembro.
A dívida que será herdada, segundo revelou Caiado, chega a R$3,4 bilhões, parte dela ( R$1,68 bi correspondente à folha de pagamento dos servidores estaduais, mais Organizações Sociais, empenhos cancelados, Programa Bolsa Universitária, serviços de segurança, contratação de carros, gasto de combustíveis.
De acordo com ele, há vários compromissos que não estão sendo pagos desde novembro. A folha de novembro do funcionalismo, por exemplo, ainda não foi quitada, assim como o repasse do Ipasgo e o pagamento de impostos.
Ele reafirmou que buscará, junto ao governo federal, alternativas para uma renegociação da dívida. Após conceder coletiva, ele seguiu para Brasília, no DF, para uma audiência com o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. O novo governador se comprometeu a fazer uma revisão de gastos e auditoria da folha de pagamento.
Segundo escalão
Caiado esquivou-se ao ser questionado sobre os nomes do segundo escalão e fez mistério sobre o conjunto de medidas que serão anunciadas no dia 1º de janeiro, durante sua cerimônia de posse, marcada para 9 horas na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás.