A Redação
Goiânia – O Museu Nacional da República sedia a exposição Pensar o Jogo, do artista plástico Almandrade, com alguns dos seus trabalhos mais significativos em mais quatro décadas de atividade artística. Não se trata, porém, de uma retrospectiva. Como artista inquieto e experimentalista, muitos de seus desenhos, pinturas ou esculturas, resultam como novidades na medida em que acabam sendo desdobramentos de projetos idealizados no campo da arte conceitual e da poesia visual, em busca de novas concepções e reflexões ao longo do tempo.
Esta exposição é um recorte de sua trajetória elaborada em vários suportes, que têm com estratégia o uso do objeto da arte para estimular o pensamento e provocar a reflexão. A partir de critérios fundamentados na racionalidade, na materialidade e, não por acaso, na economia de elementos visuais, sem deixar que conceitos sobreponham ao fazer artístico. Procedimento que sempre se diferenciou da arte produzida na Bahia”
Arquiteto de formação, mestre em Desenho Urbano, poeta, Almandrade identifica um momento internacional de reconhecimento e valorização da produção desenvolvida em dois eixos a arte conceitual e a vertente construtiva. Tudo o que produziu, e ainda produz, em arte postal, poema visual e objeto / poema, pintura, instalação, parece estar sendo visto com outros olhares.
Na diversidade dos suportes utilizados por Almandrade, existe a marca forte de uma produção que se reinventa flertando com o contemporâneo, com o pensamento e com a estética universal. A arte vista como uma espécie de jogo, sem ganhador nem perdedor, onde as regras são improvisadas a todo momento segundo o repertório do espectador.