Taíssa Queiroz
Goiânia – Um grupo de 16 brasileiros vive um momento de extrema tensão no Catar. Em meio ao conflito, eles afirmam escutar e sentir a interceptação de mísseis e drones, além de perceber o hotel tremer com as explosões. Tanara Fritsch, do Rio Grande do Sul, afirmou que, mesmo com os sistemas de defesa funcionando, o impacto das intercepções pode ser sentido pelos hóspedes do hotel.
“Estamos todos bem, mas apreensivos. Vivemos um clima de forte tensão o tempo todo. Seguimos aguardando uma solução para que possamos retornar em segurança para casa. Quero rever minha família e meus quatro cachorros”, disse a gaúcha.
Ao ser contatada pelo Jornal A Redação, Tanara contou que eles faziam uma viagem de 20 dias pela Índia em um grupo de 40 pessoas. Parte do grupo conseguiu embarcar antes do fechamento da malha aérea. No entanto, 16 pessoas acabaram ficando retidas no Catar. Ainda segundo ela, o governo do Catar tem arcado com todas as despesas de hospedagem e alimentação.
“Ontem tivemos algumas notícias que trouxeram um pouco de esperança. Começaram a surgir algumas possibilidades de retorno, que estamos avaliando junto à agência de viagens no Brasil, que tem nos dado todo o suporte necessário”, relatou a brasileira.
Ela ainda informou que a Embaixada do Brasil está atuando e providenciando vistos via Arábia Saudita para uma possível evacuação por terra. “No entanto, ainda não sabemos se essa alternativa será realmente segura para deslocar todo o grupo”, finalizou.
