São Paulo – A estreia do Brasil na Copa do Mundo da Fifa 2026, neste sábado (13/6), teve uma boa dose drama, mas mostrou uma Seleção totalmente alinhada no diagnóstico do que precisa mudar. Após o empate por 1 a 1 com o Marrocos, diante de mais de 80 mil pessoas na região de Nova York-Nova Jersey, treinador e jogadores falaram a mesma língua: o nervosismo atrapalhou o time, mas o ponto somado e o fim do peso da estreia devem ser valorizados.
Em campo, os marroquinos saíram na frente com Ismael Saibari aos 21 minutos do primeiro tempo, e Vinícius Júnior buscou o empate com um golaço aos 32. O placar deixa ambos com um ponto no Grupo C, que terá a primeira rodada encerrada com o confronto Haiti x Escócia.
O técnico Carlo Ancelotti abriu o discurso de autocrítica coletiva, reconhecendo que o Brasil demorou a encontrar espaços diante da forte marcação adversária, mas valorizou a reação na etapa final. “Eu acho que não começamos bem, um pouco preocupados. Perdemos muitos duelos e bolas, mas melhoramos na segunda etapa. Não muito satisfeito, porque se esperava começar melhor, mas são coisas que acontecem. Agora é focar na próxima partida”, analisou Ancelotti, em entrevista à Rede Globo.
A leitura do comandante foi exatamente a mesma do meio-campista Bruno Guimarães. Ele detalhou como as falhas de passe iniciais minaram a estratégia tática da Seleção Brasileira, mas ressaltou o alívio coletivo por tirar a ansiedade da frente. “A gente errou muito passe, o que dificultou o nosso começo de jogo. A pressão de uma estreia é sempre difícil. O reflexo de hoje é que a gente precisa melhorar, mas, por outro lado, é bom que já saiu o peso da estreia”, disse Guimarães à CazéTV.
Novatos
O frio na barriga da estreia em um Mundial também foi um tema central entre as caras novas do elenco. O atacante Luis Henrique admitiu que a falta de experiência na competição pesou nos minutos iniciais, mas explicou como conseguiu se soltar em campo. “Eu estava um pouco ansioso ali, mas depois do primeiro passe já me senti mais à vontade. Claro que a gente queria sair vencedor, mas não deu. O mais importante é que a gente não saiu derrotado da partida de hoje”, avaliou o jovem atacante em papo com a Rede Globo.
Outro estreante da noite em Copas, Igor Thiago seguiu a mesma linha ao avaliar o impacto do nervosismo no desempenho da equipe. O centroavante ressaltou a importância do suporte dos atletas mais experientes para blindar os mais jovens. “Eu posso dizer que sim (a ansiedade atrapalhou), porque a maioria aqui está na primeira Copa. Mas os mais velhos têm abraçado a gente, têm nos colocado na direção certa. Então, acho que no final tudo vai dar certo”, ponderou o camisa 25 na saída de campo também à Globo.
Com o discurso afinado e os pés no chão, o Brasil agora digere o resultado inicial focado no próximo duelo contra o Haiti, na sexta-feira (19/6) que vem, às 21h30 (de Brasília), no Estádio da Filadélfia.
