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Boas práticas para prevenir o câncer de bexiga

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08.01.2019 - 08:14:20
 
É importante conhecer os fatores de risco para o câncer de bexiga, pois podemos mudar hábitos e instituir boas práticas ao cotidiano e, assim, diminuir a chance de desenvolver o câncer de bexiga ao longo da vida.  
 
Atualmente, o tumor de bexiga – também conhecido como urotelioma vesical ou carcinoma de células transicionais de bexiga – constitui-se na quarta doença neoplásica (câncer) em incidência no homem nos Estados Unidos e a oitava causa mais comum de mortes por câncer. Na grande maioria das vezes, o tumor de bexiga desenvolve-se de modo assintomático e é identificado após o paciente urinar com sangue e sem dor, motivo esse que o leva a consultar um Urologista, médico especializado em doenças do aparelho urinário.
 
Estima-se que 81.190 novos casos de câncer de bexiga (cerca de 62.380 em homens e 18.810 em mulheres) e 17.240 óbitos ocorreram nos Estados Unidos em 2018 (cerca de 12.520 em homens e 4.720 em mulheres). A incidência dos tumores aumenta com a idade, sendo que geralmente o diagnóstico é realizado entre a sexta e a oitava décadas de vida, com predomínio da incidência para pacientes do sexo masculino, na razão de 4 para 1. Lá, a incidência do urotelioma vesical é duas vezes maior em pacientes brancos do que em negros, sendo mais comum nas cidades industrializadas.
 
No Brasil, estimam-se 6.690 novos casos de câncer de bexiga em homens e 2.790 em mulheres, para cada ano do biênio 2018-2019. Esses valores correspondem a um risco estimado de 6,43 novos casos a cada 100 mil homens, ocupando a sétima posição; e de 2,63 para cada 100 mil mulheres, ocupando a 14ª posição em incidência, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer).
 
Sabe-se que a manifestação do tumor vesical se relaciona com tempo prolongado de exposição do urotélio (tecido que reveste o interior da bexiga que fica em contato com a urina) aos agentes carcinogênicos, que estão associados, principalmente, ao hábito de fumar, atividades profissionais, além do uso crônico de drogas quimioterápicas como a ciclofosfamida e radioterapia na região pélvica. Outras causas menos frequentes lembradas, são: pedras ou cateteres de urina deixados na bexiga por muito tempo, defeitos congênitos (anomalias da anatomia ao nascimento) e fatores genéticos.
 
Destacamos que o hábito de fumar é o fator de risco mais importante para o câncer de bexiga. Fumantes têm pelo menos três vezes mais chances de ter câncer de bexiga do que os não-fumantes. Fumar é responsável por aproximadamente metade de todos os cânceres de bexiga em homens e mulheres. Nessa questão, inclui-se também pessoas que não fumam e estão em íntimo contato com tabagista, ou seja: respiram a mesma fumaça do cigarro e são conhecidos como “fumantes passivos”.
 
Os trabalhadores de indústrias química também podem ter um maior risco de câncer de bexiga, principalmente os das indústrias que são fabricantes de borracha, couro, derivados de petróleo, solventes, têxteis e produtos de pintura.  
 
Outros trabalhadores com um risco aumentado de desenvolver câncer de bexiga incluem pintores, maquinistas, impressores, cabeleireiros (provavelmente, devido à grande exposição a tinturas de cabelo) e motoristas de caminhão (provavelmente, devido à exposição a fumaça de diesel).
 
O tabagismo e exposições no local de trabalho podem agir em conjunto para causar câncer de bexiga e, assim, ter uma probabilidade muito maior de desenvolver o câncer de bexiga.
 
A grande pergunta é : O câncer de bexiga pode ser prevenido?
Alguns fatores de risco, como idade, sexo, raça e histórico familiar, não podem ser controlados. Mas podemos diminuir o risco se, por exemplo, você não fuma ou se limita o tempo de exposição a determinados produtos químicos no local de trabalho. Dica: Se você trabalha em um local onde possa estar exposto a esses produtos químicos, siga as boas práticas de segurança no trabalho, além de não fumar.
 
Coma muitas frutas e legumes. Alguns estudos sugerem que uma dieta rica em frutas e vegetais pode ajudar a proteger contra o câncer de bexiga, entre outros. Beba muita água e quando você sentir vontade de urinar, não segure por muito tempo, urine!!
 
*Marco Aurélio Lipay é doutor em Cirurgia (Urologia) pela UNIFESP, titular em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia, membro Correspondente da Associação Americana de Urologia e autor do Livro Genética Oncológica Aplicada a Urologia
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por Dr. Marco Lipay

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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