Os bancários decidiam, na noite desta segunda-feira (26/9), noite a realização de uma greve por tempo indeterminado a partir desta terça-feira (26/9) em todo o Brasil. O objetivo é forçar os representantes dos bancos a melhorarem a proposta de aumento real de salários para a categoria, cuja data-base para renovação da convenção coletiva de trabalho é 1º de setembro.
Presidente do Sindicato dos Bancários de Goiás, Sérgio Luiz Costa diz que a categoria goiana também votou pela paralisação. O sindicato espera uma adesão dos trabalhadores de 60% das agências bancárias em todo o Estado.
À noite ainda estavam ocorrendo assembleias por sindicatos de bancários no País. A greve já havia sido aprovada em assembleias na quinta-feira, mas na sexta-feira a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou nova proposta de reajuste de 8%, rejeitada pelo Comando Nacional dos Bancários.
O índice de 8% representa aumento real de 0,56%, além da reposição da inflação de 7,4% acumulada nos últimos 12 meses. “É muito abaixo da reivindicação de 12,8% (5% de ganho real mais a inflação)”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
O sindicalista aponta ainda que a proposta não contempla a valorização do piso da categoria, nem amplia a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), nem traz avanços em relação às reivindicações de emprego e melhoria das condições de trabalho.
Para a Fenaban, qualquer atitude que dificulte o atendimento de usuários é condenável, principalmente quando a negociação pode continuar e evitar qualquer paralisação. Aos clientes bancários, a entidade lembra que, mesmo numa greve, muitas agências funcionam normalmente e vários outros canais de atendimento (internet, telefone, terminais de autoatendimento e correspondentes) permitem a prestação de serviços. (Com informações da Agência Estado)