Rafaela Bernardes
Goiânia –
"Por enquanto sou candidato a ser um bom ministro das Cidades. Preciso realizar um bom trabalho". Foi o que afirmou o ministro das Cidades, o goiano Alexandre Baldy, ao responder se, hoje, seria postulante ao cargo de governador do Estado. A declaração foi dada durante o programa Roda de Entrevista, da nova TV Brasil Central (TBC), que foi ao ar na noite desta segunda-feira (26/2). Participaram como convidados da sabatina os jornalistas João Unes, diretor presidente do jornal
A Redação, e Rubens Salomão, repórter da Rádio Sagres 730. Conduziu o programa o apresentador da emissora, Enzo de Lisita.
(Foto: Divulgação TBC)
Durante a entrevista, Baldy ressaltou sua dedicação à frente do Ministério. Disse que vive "um dos momentos mais importantes e com uma das missões mais difíceis da vida pública", e que por isso tem se dedicado integralmente ao cargo no governo federal. Mas, apesar da negativa em atualmente ser pré-candidato a chefe do executivo goiano, o ministro não descartou a possibilidade. "Quando entramos na carreira política você, claro, almeja chegar à presidência da República. Então, a oportunidade de chegar ao posto de governador do Estado é um sonho e objetivo de todos os políticos, e o meu também, sem dúvida nenhuma".
O goiano, que foi pressionado pelos jornalistas na bancada do Roda de Entrevista, não projetou uma definição com relação ao seu futuro partidário. Alexandre Baldy, que hoje está sem partido, disse que dialoga com todas as legendas, mas que ainda não há uma definição. "Tenho ótimos diálogos com vários partidos diferentes, mas ainda não há compromisso com nenhuma legenda especificamente sobre filiação", pontuou. Até o dia 7 de abril o goiano deve se filiar a algum partido.
O ministro das Cidades falou também sobre o pleito eleitoral em Goiás, com o nome do vice-governador José Eliton como pré-candidato da base para o cargo de chefe do executivo goiano. Baldy afirmou que tem um compromisso político com a gestão do governador Marconi Perillo e, consequentemente, com a de José Eliton, até o dia 31 de dezembro de 2018. No entanto, o ministro não descartou a possibilidade de apoiar outros nomes para a disputa governamental, e até mesmo de mudança no cenário político atual.
"Acredito que muita água ainda vai passar por debaixo da ponte. É claro que o vice-governador, José Eliton, tem condições muito mais favoráveis e muito mais sólidas de se firmar como candidato, já que assumirá o governo em abril. Porém, tudo pode acontecer no mundo da política. Depois de afunilar os diálogos e que ocorrerem as descompatibilizações é que o cenário eleitoral vai se definir", disse.
Ministério das Cidades
No segundo bloco do programa Roda de Entrevista, o ministro goiano foi indagado sobre seu trabalho à frente da pasta do governo federal. Baldy falou sobre o desafio de liderar o Ministério das Cidades e ressaltou a retomada de obras de habitação em todo o país. "Retomamos obras por todo o país, 73 mil unidades habitacionais estavam paralisadas por falta de pagamento e planejamento. Não estou privilegiando Goiás, estou trabalhando para o Brasil".
Sobre os recursos autorizados para a prefeitura de Goiânia, para a retomada de obras paralisadas na cidade, o ministro disse que atende às demandas do Estado como um todo. "Garantimos os recursos, agora a prefeitura é responsável pela execução das obras. Só para Goiânia liberamos R$ 80 milhões para o BRT, R$ 17 milhões para obras do corredor da Avenida Independência e R$ 10 milhões para obras na Avenida 24 de Outubro. Os recursos estão garantidos, aguardando as licitações. Quando falamos em Goiás, o volume de recursos autorizados chega a R$ 800 milhões", explicou.
Presidência da República
No cenário político nacional, Alexandre Baldy afirmou que acredita no nome do presidente Michel Temer para uma possível candidatura à reeleição.
"O presidente vem dando conta de restabelecer a economia do país e teve coragem de enfrentar medidas impopulares que são essenciais para o desenvolvimento do Brasil. Dentro deste contexto, acredito sim que Michel Temer tem condições de estar no debate eleitoral deste ano".