A Redação
Goiás subiu uma posição no ranking dos estados com o maior Produto Interno Bruno (PIB) per capita, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (23/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan). O estado passou da 12º colocação em 2008 para a 11ª em 2009. O PIB per capita atingiu nesse ano R$ 14.447,69, contra R$ 12.877,88 em 2008.
Apesar do aumento, o PIB per capita goiano continua abaixo da média nacional do período, que foi de R$ 16.918, fato justificado pela Segplan pela alta taxa de crescimento populacional do Estado, que foi de 1,6% entre 2002 e 2009, acima da média nacional de 1,2%.
Crescimento
Os dados divulgados hoje apontam um crescimento real de 0,9% do PIB goiano em 2009, quando atingiu R$ 85,615 bilhões. Os números colocam o estado como a 9ª economia do país, com participação de 2,64% na economia nacional. O crescimento é menor do que o registrado em 2008 (8%), e, de acordo com a superintendente de Estatística, Pesquisa e Informações Socieoeconôminas da Segplan, Lillian Prado, é reflexo da crise mundial de 2009. No Brasil, o PIB encolheu 0,3% no mesmo ano.
A Agropecuária, com crescimento de 6,9%, puxou o aumento das riquezas do estado, com destaque para a agricultura (crescimento de 11,7%). Somente a produção de grãos, com 13,3 milhões de toneladas colhidas em 2009, representou 10% do total da produção nacional.
Na indústria, houve retração de 2,7% em 2009, com queda no segmento de eletricidade e água (-15%) e indústria de transformação (-0,6%). A produção de cobre, níquel e fosfato gerou crescimento de 7,8% da indústria extrativa mineral.
No Setor de Serviços, o crescimento foi de 1,35%, com destaque para o segmento de intemediação financeira, seguros e previdência (9,9%), serviços domésticos (8,4%) e serviços de informação (7,1%). Por outro lado, o segmento de transportes, armazenagem e correio recuou 4,7%; e o comércio e serviços de manutenção e reparação, que têm peso grande na economia, caíram 2%. Saúde e educação mercantis registraram decréscimo de 0,7%. (Com informações do site Notícias de Goiás)