José Abrão
Goiânia – Uma assembleia extraordinária dos professores da Universidade Federal de Goiás (UFG), que estão em greve, nesta quinta-feira (23/5), terminou em agressão física entre docentes. Realizada no Centro de Cultura e Eventos Professor Ricardo Freua Bufáiçal, no Câmpus Samambaia, em Goiânia, a reunião foi realizada com o objetivo de debater uma proposta do governo federal para a categoria, que está com as atividades suspensas desde o dia 7 de maio.
Durante as discussões, os ânimos teriam se exaltado, culminando na agressão. O jornal A Redação teve acesso ao boletim de ocorrência registrado no 25º Distrito Policial de Goiânia, na Vila Itatiaia, próximo ao câmpus da universidade. No documento consta que um docente do curso de Física foi agredido com um soco no rosto após fazer o uso da palavra durante a assembleia. O agressor seria um professor do curso de Psicologia.
O educador que denunciou a agressão registrou o boletim de ocorrência acompanhado pelo chefe de segurança da UFG. O jornal A Redação entrou em contato com a UFG e com o Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg) para obter um posicionamento das instituições. A Universidade informou por meio de nota que "não compactua e repudia qualquer tipo de violência. Apesar do infeliz acontecimento ter tido espaço dentro de um câmpus da instituição, é importante salientar que a UFG estava apenas cedendo espaço para a assembleia da categoria docente, organizada pelo Adufg-Sindicato".
O Sindicato repudiou o caso por meio de nota: "a intolerância e a violência não podem ter espaço em qualquer lugar da sociedade, principalmente em um espaço que deve favorecer a construção coletiva do conhecimento. Reiteramos nosso compromisso com a promoção da cultura de paz e com a luta em defesa da categoria docente", diz o texto.
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