José Cácio Júnior
Procurado por diversos partidos da base do governador Marconi Perillo (PSDB) desde o final da eleição de 2010, o ex-deputado federal Luiz Bittencourt deve se filiar ao PTB de Jovair Arantes, apesar de estar sendo assediado pelo PSDB. Luiz Bittencourt se desfiliou do PMDB no último dia cinco e, segundo políticos da base, teria desistido de novos mandatos no Poder Legislativo.
Na metade do primeiro semestre, o ex-deputado estava próximo de fechar com o PSDB. Seria o partido em que ele deveria sair candidato caso decidisse disputar a Prefeitura de Senador Canedo. Mesmo com o forte assédio de pessoas próximas a Marconi, Bittencourt tem mantido conversas com o deputado federal Jovair Arantes. Marconi não teria nenhuma objeção à filiação de Bittencourt no PTB.
Jovair explica que, além de ser amigo, Bittencourt seria um nome "extremamente importante para o PTB". Segundo o deputado federal, o ex-peemedebista terá o apoio do partido para disputar o cargo que decidir. "Bittencourt pode ser candidato onde ele quiser. É um quadro tão importante para Goiânia e Região Metropolitana que tem vaga no PTB em qualquer cidade".
Atendendo a pedidos de Marconi, Bittencourt é cotado para disputar a Prefeitura de Senador Canedo, município onde possui investimentos imobiliários. O tucano quer eleger o máximo de prefeitos na região Metropolitana para facilitar sua reeleição em 2014. De acordo com políticos próximos a Bittencourt, o ex-deputado teria desistido de disputar cargos proporcionais, como o de deputado federal. Ele considera a atuação do Legislativo muito restrita e por isso tentaria cadeiras no Executivo. O ex-peemedebista não foi encontrado pela reportagem.
Dissidência
Luiz Bittencourt liderou dissidência ano passado no PMDB ao declarar apoio à candidatura de Marconi. O então peemedebista desistiu de disputar a reeleição e trabalhou na campanha tucana. Ele foi acompanhado de Ney Moura Teles, candidato ao Senado em 2006 pelo PMDB, e pelo ex-deputado estadual e conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Frederico Jayme no movimento pró-Marconi.
O movimento segurou parte do poder de fogo peemedebista ano passado, já que diretórios importantes trabalharam na campanha tucana. Uma reclamação repetida no período eleitoral era que, em Anápolis, por exemplo, o PMDB não pediu votos para Iris Rezende (PMDB). Frederico Jayme possuia grande influência no PMDB anapolino.