A Redação
Goiânia – Luis Carlos Costa Gonçalves, de 35, que confessou à polícia ter matado Ana Clara Pires, de sete anos, era conhecido do deputado estadual Major Araújo (PRP). O homem, inclusive, visitou o gabinete do parlamentar na tarde de quinta-feira (16), um dia antes da menina sumir, para fazer um pedido pessoal.
Ana Clara ficou desaparecida durante cinco dias. Seu corpo foi encontrado na quarta-feira (22/2), às margens da GO-462, próximo à Embrapa, saída para Nova Veneza (GO). Poucas horas depois, o principal suspeito do crime foi morto em confronto com policiais militares.
A assessoria do deputado Major Araújo confirmou à reportagem do jornal A Redação que Luis Carlos esteve no gabinete no último dia 16. O homem queria pedir que o deputado interferisse em um processo seletivo que sua irmã iria participar. Ela tentava uma vaga como merendeira em uma escola de Goiânia.
Ainda segundo a assessoria do parlamentar, Luis Carlos foi recebido pela chefia do gabinete. Diante do pedido pessoal, a equipe negou que o Major Araújo pudesse ajudá-lo, alegando que o deputado "não teria autonomia para interferir em um processo seletivo".
Histórico de visitas
Luis Carlos já esteve no gabinete em outras ocasiões. Em uma das vezes, ele pediu ajuda para conseguir uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para a mãe.
(Foto: divulgação)
De acordo com o Brasil 247, Major Araújo confirmou que já participou de algumas festas com a presença de Luis Carlos (foto acima), mas que ele nunca demonstrou nenhum comportamento suspeito. A reportagem tentou contato com o parlamentar, mas ele não pôde atender.
Relembre o caso
Ana Clara havia sido vista pela última vez no início da tarde de sexta-feira (17), no Residencial Antônio Carlos Pires. Ela saiu de casa para levar um dinheiro para sua vizinha e não voltou mais. Antes disso, a menina conversou com alguém que estava em um veículo prata.
Depois de perceber o sumiço da menina e acionar a polícia, familiares começaram uma campanha nas redes sociais em busca de Ana Clara. Cartazes com fotos e informações sobre ela foram compartilhados principalmente no Facebook.
A família pedia que quem tivesse informações sobre a menina que entrasse em contato com o padrasto de Ana Clara, o vidraceiro Cesarino Epaminondas. O número dele foi colocado nos cartazes, o que gerou a ocorrência de inúmeros trotes.
(Foto: divulgação)
A polícia encontrou o corpo da menina na manhã de quarta-feira (22), em uma mata às margens da GO-462, próximo à Embrapa, saída para Nova Veneza (GO). Logo depois, foi divulgada a foto e a identidade do principal suspeito de matar Ana Clara.
Horas depois, Luis Carlos Gonçalves, de 35 anos, foi localizado e morto durante troca de tiros com policiais militares no Setor Lorena Park, em Goiânia. "Durante a abordagem, o autor do homicídio cometido contra a criança Ana Clara agiu de maneira violenta contra as equipes da Polícia Militar e durante o confronto foi atingido por disparos de arma de fogo vindo a óbito no local", explicou a PM.
O corpo da criança foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) na noite de quarta-feira (22). Um funcionário do local informou que traumatismo craniano pode ter sido a causa da sua morte. Depois de ser velado na Escola Municipal Orlando de Moraes, o corpo de Ana Clara foi sepultado no cemitério Vale do Cerrado, em Goiânia.