José Abrão
Goiânia – O artista visual, palhaço, grafiteiro, muralista e cenógrafo Bulacha cobrou “mais ação e menos conversa” de representantes do setor cultural durante a 1ª edição da Arte Pensante – Roda de Conversa sobre Políticas para o Setor Artístico, realizada na quinta-feira (17/9), pelo jornal A Redação, na Galeria Aberta – Elysium Sociedade Cultural, no Setor Sul, em Goiânia. Ao falar sobre sua trajetória, ele destacou a importância das políticas públicas e lembrou que o acesso à cultura foi fundamental para “encontrar novas formas de viver”. “Sou um artista da periferia. O que me salvou foi o movimento hip hop”, afirmou. “Acredito muito nas políticas públicas, sou fruto disso”, contou.
Mas ressalta que não se pode esperar “a verba chegar para fazer”. “Eu venho desse movimento de coletividade. Eu faço parte de um coletivo independente que nem logomarca tem, mas já realizamos mais de 50 eventos em Goiânia, São Paulo, Tocantins. As pessoas vêm de fora para entender como a gente se movimenta sem verba pública”, contou.
“Eu tenho 27 anos de carreira, que eu vivo de arte todos os dias. Não faço outra coisa que não seja arte. Isso vem através das políticas públicas. Ao longo da minha vida, aprovei três editais”, pontuou, sobre como, com edital ou sem, o trabalho não pode parar. Para ele, a arte precisa ser contínua.
Ele lembrou da sua atuação com um espaço de cultura no Beco da Codorna, mas que é um local muito desafiador. “Tô lá no Beco da Codorna, é uma luta para vivenciar aquele lugar, mas quem tá brigando com os ‘nóia’ sou eu”, arrematou. Mesmo assim, 247 eventos já foram feitos lá de maneira independente, sem dinheiro de edital.
