A Redação
Servidores e serventuários da Justiça do Estado de Goiás decidiram pelo fim do movimento grevista, em assembleia na tarde desta segunda-feira (21/11). A paralisação durou 60 dias.
Em votação apertada, a maioria dos participantes da assembleia, 284 votantes, optaram pelo fim da greve. A proposta 1, que defendia a continuidade do movimento, obteve 248 votos. Houve ainda 2 abstenções.
A greve, iniciada no dia 20 de setembro, afetou os prazos judiciais. Pilhas de processos aguardam o retorno dos servidores.
Para não prejudicar o andamento das ações, o presidente da OAB-GO, Henrique Tibúrcio, enviou ofício ao presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, Vítor Barboza Lenza, solicitando a suspensão dos prazos. Mas o pedido não foi atendido.
De acordo com o Sindicato dos Servidores e Serventuários da Justiça do Estado de Goiás (Sindjustiça), 90% dos servidores de carreira do TJ-GO, como oficiais de justiça e escrivães, ficaram parados em 49 comarcas do Estado. Eles afirmavam que o salário médio da categoria era de R$ 1,6 mil por mês e, alegando defasagem, cobravam reposição de 82,3 %. Desde o início do movimento, porém, as negociações com o Tribunal de Justiça não avançaram.