Lucas Cássio e João Unes
Goiânia – O presidente do PSD em Goiás, Vilmar Rocha, afirmou que a decisão do partido sobre quem apoiar nas eleições estaduais deste ano só será decidida na convenção da sigla, que deve ocorrer no dia 5 de agosto. O que está claro, de fato, é uma divisão interna. Alguns nomes, como o do deputado federal Thiago Peixoto, defendem a permanência da sigla na base governista e apoiam a reeleição do governador José Eliton. E do outro lado, Vilmar Rocha luta por renovação e tenta uma aproximação com outros partidos.
“Está havendo um debate interno para se encontrar uma decisão e ver qual é a verdadeira posição do PSD. Eu acho isso democrático, acho bom que ocorra porque enriquece o debate e torna mais transparente a nossa decisão”, disse o ex-titular da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Secima), em entrevista exclusiva ao jornal A Redação. “Antecipar uma decisão não interessa ao partido. Esse processo ainda está em movimento”, ressaltou.
Segundo Vilmar, a mesma discussão que está acontecendo dentro do PSD acontece nos outros partidos. Para ele, não tem motivos para que o PSD defina essa posição agora. “Esse mesmo debate também está acontecendo em outros partidos da base, como o PTB e o PSB. No próprio PSDB vários membros eleitos deixaram o partido e fizeram outra opção. Neste momento é normal. Mas isso tem uma data para terminar, que é a convenção”, declarou.
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Vilmar afirmou que a decisão do partido será democrática, mas não disse se iria trabalhar pela reeleição do atual governador. “Eu vou aceitar o resultado como presidente do partido. Agora, pessoalmente, me reservo no direito de fazer uma avaliação na frente”, disse.
Também em entrevista ao
AR, Thiago Peixoto afirmou que a posição de Vilmar "atrapalha o partido". Segundo ele, todos os deputados do PSD e a maioria dos prefeitos estão decididos em apoiar a candidatura de José Eliton. O presidente do PSD comentou o caso. “Os prefeitos naturalmente precisam do governo. Entendo e respeito. A mesma coisa os deputados. Todos os deputados têm conversado com o governo”, alegou Vilmar.
“Acho que esse atual governo não está fazendo nenhum favor para os prefeitos nem para os deputados, porque ajudamos a eleger e ajudamos a governar. Então, os prefeitos e deputados têm direito de participar desse governo”, acrescentou.
Heuler Cruvinel
Em matéria publicada no AR no dia 25 de maio, Thiago Peixoto disse que um dos motivos do também deputado federal Heuler Cruvinel (PP) ter deixado PSD era o posicionamento de Vilmar a respeito de José Eliton. O ex-secretário nega a afirmação e diz que o partido sempre apoiou Heuler Cruvinel e que ele teria outros projetos que o partido não poderia apoiar.
“Queríamos que ele fosse candidato a deputado federal, mas parece que ele pensou em ser candidato à vice. Isso que motivou a saída dele. Ele sempre teve nosso pleno apoio para ser candidato a deputado federal, até porque o partido queria e precisa de candidatos a deputado federal”, argumentou Vilmar.