Rafaela Bernardes e Marcos Araken
Goiânia – O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Andrey Azeredo (PMDB), foi recebido nesta quinta-feira (16/2) no jornal A Redação para uma entrevista exclusiva. Advogado e filho da jornalista e ex-deputada estadual, Raquel Azeredo, Andrey chegou à Câmara pela primeira vez aos 44 anos de idade, após única tentativa em 2008.
Azeredo afirmou estar otimista em relação ao trabalho dos vereadores. “Todos querem, de fato, corresponder ao anseio popular, que foi cobrado pela população na campanha e foi confirmado com a eleição de cada um. Todos ali querem corresponder ao voto recebido, à confiança dada, fazendo do mandato, um mandato diferenciado, uma 18ª Legislatura positiva, propositiva, de encontro aos temas que a sociedade deseja, que tenha uma sinergia maior com a sociedade, fazendo com que possamos, de fato, gerar resultados sempre positivos; não debater apenas questões menores.”
Ele disse defender uma participação proativa dos parlamentares. “Precisamos captar da população aquilo que é o desejo, ver os problemas, e buscar, das discussões aprofundadas, os maiores variados atores políticos e sociais as soluções e as apresenta-las – seja através de projetos de lei, seja de requerimentos endereçados ao Executivo ou a quem quer que seja competente para por na prática a demanda pleiteada”, enumerou Azeredo.
Saiba mais:
Degraus até a presidência
Apesar de estar em primeiro mandato, o presidente da Câmara Municipal acumulou experiência e capital político ao participar do primeiro escalão nas administrações de Iris Rezende e do ex-prefeito Paulo Garcia (PT). A confiança de Iris foi fundamental para a eleição à presidência da Casa.
Na opinião dele, pesaram também as propostas de trabalho apresentadas aos seus pares. “Aconteceu por vontade expressa da maioria absoluta dos vereadores da Casa, em uma eleição com 28 votos na chapa composta por mim como presidente. Isso demonstra que aquilo que nós apresentamos, as propostas, as reuniões pelas quais passamos era, de fato, o anseio dos vereadores, que vai de encontro ao que nossa sociedade deseja: uma mudança na discussão, tratando sempre de forma mais aprofundada, verticalizada, dos assuntos, de temas que dizem respeito aos maiores conflitos e anseios da população”, declarou.
Religioso, o presidente da Câmara disse encarar o mandato como uma oportunidade. "Deus tem sido muito generoso comigo. Eu não tenho porque reclamar dEle em momento algum. Tenho muito mais do que esperava e sempre maravilhosas oportunidades."
Fiel ao projeto de Iris
Em 2008, Andrey só não assumiu porque preferiu continuar secretário municipal na gestão de Iris Rezende (PMDB). “Fui candidato pelo PMDB, em 2008. Tive 3.034 votos. À época, mais votos do que muitos que foram eleitos, mas o PMDB é uma legenda que exige mais votos. Fui suplente. Cheguei até a assumir, fui diplomado, tomei posse, mas no mesmo ato entrei com pedido de licença, porque era secretário municipal”, lembrou. “Não fui candidato em 2012. Agora, em 2016, fui candidato. Com as bênçãos de Deus e o apoio da população, tive 4.073 votos e fui eleito.”