Rafaela Bernardes e João Unes
Goiânia –
A economista Ana Carla Abrão teve em Goiás sua primeira experiência em cargo público. O ciclo à frente da Secretaria da Fazenda, que dura quase dois anos, encerra no dia 6 de janeiro do ano que vem. O trabalho realizado, especialmente no que diz respeito à reforma administrativa, rendeu críticas, mas também elogios e fortaleceu o nome de Ana Carla nos bastidores políticos.
A secretária esteve na sede do jornal A Redação na quinta-feira (15/12) e concedeu entrevista aos jornalistas Rafaela Bernardes, Mônica Parreira e João Unes, diretor-presidente do AR. Questionada se pretende encarar o novo desafio de concorrer a cargos públicos, já que seu nome é especulado inclusive como uma opção para a disputa do governo, Ana Carla afirmou que não saberia responder à pergunta nesse momento. "Não confirmo e nem descarto", disse.
"A única coisa que digo é que eu realmente me encontrei muito na gestão pública, me sinto muito à vontade na posição que estou hoje. Agora, se isso vai determinar uma trajetória política, eu não saberia responder nesse momento", disse.
Durante a entrevista, Ana Carla lembrou que quando recebeu o convite do governador Marconi Perillo para assumir a Sefaz, no final de 2014, enfrentou uma série de dificuldades. Ela considerou como "natural" as críticas negativas diante do contexto político.
"Logo que assumi a Sefaz, em 2014, ouvi muitas críticas. As pessoas falavam que eu era incompetente e que eu não tinha nenhuma visão política. Eu ouvi todo tipo de críticas, o que considero natural, já que as pessoas não me conheciam. Eu vinha da iniciativa privada, estava no meu primeiro cargo público", lembrou.
Nos últimos anos, Ana Carla liderou uma reforma administrativa no Estado que está sendo elogiada nacionalmente, especialmente porque Goiás está em uma situação financeira mais confortável do que outros Estados – alguns inclusive decretaram situação de calamidade. Para ela, o Brasil atravessa a pior crise da história.
"Olhando para trás, vejo que o fato de ser cotada hoje para concorrer a cargos políticos é natural e uma consequência do trabalho positivo que tive à frente da Sefaz. Eu digo que Goiás podia, como outros Estados brasileiros, estar em uma situação de calamidade financeira. E nós não chegamos a esse ponto graças ao nosso trabalho, sempre liderado pelo governador Marconi Perillo", disse.
A reforma administrativa chamou a atenção de vários gestores. O trabalho em Goiás a credenciou para buscar voos mais altos e a economista se prepara para novo desafio no governo de João Doria, em São Paulo.