A Redação
Ouvido na tarde desta quinta-feira, no 1º Distrito Policial de Rio Verde, Rodrigo Campos Carvalho, de 28 anos, praticamente reafirmou o que já havia sido dito pelo empresário da cidade Gustavo Alves Borba, de 30 anos. Rodrigo também estava no Ford Fusion, que era dirigido por Gustavo na contramão da BR-153 e matou Raimundo Nonato Bezerra, de 55 anos, na madrugada de segunda-feira, no quilômetro 505 da rodovia, perto da região dos motéis. Motorista do transporte coletivo da capital, Raimundo voltava de motocicleta para casa, em Aparecida de Goiânia, quando foi atropelado e morreu no local.
Além de Rodrigo e Gustavo, também estavam no carro três garotas de programa, que afirmaram em depoimento na delegacia de Aparecida de Goiânia que todos haviam bebido, pouco antes do acidente, meia garrafa de vodka. Dentro do carro foi encontrado uma garrafa da bebida vazia, além de latas de energético e cerveja. Todos voltavam de uma festa na noite de domingo, no CEO da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), quando Gustavo Alves tomou na contramão uma via paralela à rodovia.
Em depoimento à delegada Jaqueline Camargo, Rodrigo Campos disse que ele e Gustavo não haviam consumido bebida alcoólica na festa e que as garrafas e latas encontradas no carro tinham sido consumidas na noite anterior. Depois da batida, Gustavo Alves não foi submetido ao teste do bafômetro pois fugiu do local. Na terça-feira, em depoimento, ele disse temer ser agredido ao constatar que Raimundo estava morto.
Rodrigo também falou que não percebeu o momento da colisão, pois estava no banco de trás, com duas garotas, enquanto Gustavo conduzia o veículo, tendo outra mulher no banco de passageiro. Disse que tomou apenas um susto com o barulho e só com o carro parado soube que o veículo havia atropelado uma pessoa. Uma outra testemunha, que também veio a Goiânia de Rio Verde para o show, mas que seguia em outro carro, tem depoimento marcado para a semana que vem.
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