A Redação
Goiânia
– Das dez principais propostas que Alexandre Caiado, presidente do Sindicato dos Advogados do Estado de Goiás (Saeg) e candidato da Chapa 2 – OAB pra Você, à presidência da OAB-GO, apresenta aos advogados goianos, algumas dialogam diretamente com os advogados jovens, que têm severas críticas à atual direção, quanto a apoio e incentivo para os profissionais em início de carreira. A informação é de que mais de 50% da advocacia goiana têm perfil jovem, com até 5 anos de inscrição na Ordem.
É o caso de Kellen Alves Couto, com cinco anos de atuação na área trabalhista, em Goiânia e Aparecida de Goiânia, ela diz não ter uma boa reflexão sobre a gestão atual da Ordem e explica: “Eu não vejo apoio aos advogados iniciantes, na questão de palestras voltadas para esses advogados, formação, orientação em qual área atuar, porque, quando você tira a carteira da OAB você não tem muito um rumo a seguir, então, falta um pouco desse tipo de gestão", diz.
História parecida é vivida também pelo jovem advogado, Ricardo Tavares, que sente as dificuldades de iniciar a carreira e não ter apoio e orientação sobre por onde seguir e o melhor a fazer para exercer a profissão com dignidade. “Precisamos de mudanças e de melhorias para nos auxiliar no início da carreira. Sou da advocacia jovem e sei das dificuldades, da falta de apoio e de orientação sobre o melhor caminho a seguir”, confessa.
Entre as propostas de Alexandre Caiado que vão beneficiar diretamente jovens advogados, como a Kellen Couto e Ricardo Tavares, na futura gestão da entidade, é a gratuidade nos cursos oferecidos pela Escola Superior de Advocacia (ESA). Hoje, o advogado tem um desconto de 50% em cada curso ministrado pela Escola, o que faz com que ele acabe pagando duas vezes, já que, por lei, dois por cento da anuidade são destinados à ESA para investimento em cursos de aprimoramento e formação dos profissionais.
“A atual gestão estipulou uma política bumerangue para os cursos da ESA que é uma enganação, pois faz o advogado acreditar que, ao pagar pelo curso, ele está restituindo 50% o valor da anuidade, mas a OAB tem dotação orçamentária própria para custear esses cursos e, ao cobrar por eles, a Ordem está lucrando duas vezes. Vamos acabar com isso e voltar a oferecer os cursos gratuitamente para todos os advogados inscritos na Ordem”, explica Alexandre.
Além do retorno da gratuidade, Alexandre Caiado ainda propõe a criação do aplicativo 'OAB-GO' com a disponibilidade dos cursos da ESA para acesso a qualquer momento, em qualquer lugar, totalmente gratuito.
Unidade de Honorários Dativos
Outra preocupação da Chapa 2 – OAB pra Você, é a viabilidade econômica dos advogados. Alexandre Caiado denuncia que a advocacia não está compensando economicamente e, com exceção dos advogados renomados, que estão há anos na estrada, a grande maioria está em dificuldade e tanto é verdade que não é pequeno o número de jovens advogados que se desiludem com a profissão e partem para o concurso público.
E essa situação atinge principalmente os advogados do interior que atuam como defensores dativos e no fim não recebem, então, preferem buscar a estabilidade de uma carreira no serviço público, afinal, quem quer trabalhar e receber após seis anos, sem correção, ou pior, não receber?
Para esses advogados, entre as propostas prioritárias de Alexandre Caiado é fazer gestão junto ao Governador eleito do Estado de Goiás, senador Ronaldo Caiado, para que a Unidade de Honorários Advocatícios (UHD) seja paga em 30 dias, após o protocolo.
“Isso pode ser feito e vai ser feito. Já existe a dotação orçamentária, que são as taxas dos cartórios, destinadas ao pagamento da UHD, mas o que está sendo feito? Pagamento com um longo atraso, por exemplo, hoje se paga a UHD de 2011 e a de 2018 vai ficar para 2025. A nossa proposta é pagar o que é feito agora com 30 dias, após o protocolo e negociar o atrasado para ser pago em tempo que não avilte ainda mais o advogado e com correção”, explica.
O candidato critica propostas que querem isentar o profissional iniciante da anuidade e considera que elas mais desrespeitam do que ajudam o jovem advogado.
“Eu quero e vou trabalhar para que o advogado ganhe dinheiro. Hoje a UHD é de R$ 164. Vamos supor que um advogado faça 20 atendimentos por mês. Ele vai receber mais de R$ 3 mil. Aí eu pergunto: o que é preferível? Receber esse valor e pagar a mensalidade, que não chega a R$ 50 reais, ou não pagar, mas também não ganhar nada? Eu vou trabalhar para valorizar o advogado, garantindo o seu honorário na advocacia dativa”, propõe Alexandre Caiado.