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Alergia alimentar atinge 8% das crianças e 2% dos adultos no Brasil

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11.04.2019 - 14:20:00
 
A Redação
 
Goiânia – Considerada um problema de saúde pública, a alergia alimentar atinge cerca de 8% das crianças com até dois anos de idade e 2% dos adultos no Brasil. Não por acaso, a World Allergy Organizition (WAO) definiu o tema “Alergia Alimentar: um problema global” para a Semana Mundial de Alergia 2019, que é realizada desde a última segunda-feira (7) e vai até o próximo sábado, 13 de abril.
 
Em Goiás, a campanha regional que visa conscientizar sobre o diagnóstico, tratamento e prevenção das diversas formas de alergias é conduzida pela seção goiana da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), presidida pela médica alergista Lorena de Castro Diniz.
 
As alergias alimentares são reações do sistema imunológico (defesa) contra proteínas presentes em um determinado alimento, que são reconhecidas pelo organismo como “inimigas”. “Os sintomas podem surgir na pele, mas também no sistema gastrointestinal, no respiratório e/ou no sistema cardiovascular”, exemplifica a presidente da ASBAI Goiás.
 
As reações, por sua vez, podem ser leves, com simples coceira nos lábios, eczema, urticária, inchaço de olhos e boca, vômitos, diarreia, falta de ar, crise aguda de asma, e até mesmo comprometimento de vários órgãos e potencial risco de óbito.
 
“Crianças e adultos com alergia a alimentos devem ser orientados pelo médico especialista para que sejam devidamente orientados a fazer a substituição correta dos alimentos e a adotar uma dieta saudável. Além de terem melhor qualidade de vida, também estarão aptos a prevenir situações de emergência”, detalha Lorena Diniz. 
 
Mais de 170 alimentos são considerados potencialmente alergênicos, apesar de uma pequena parcela deles ser responsável por um maior número de reações: leite, ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar. A alergia a camarão, por exemplo, é mais comum entre adultos e a dieta deve excluir também frutos do mar.
 
“As alergias alimentares podem se manifestar em qualquer época da vida. Geralmente, começam na infância, e tanto podem acabar na adolescência quanto persistir por toda a vida”, explica Lorena Diniz.
 
O princípio geral e considerado base do tratamento é a dieta de exclusão do alimento. Medicações orais podem ser usadas no resgate de crises. A Asbai tem se esforçado para conseguir a liberação de licença para venda, no Brasil, de adrenalina auto-injetável, que é o medicamento de primeira escolha para reações graves imediatas – atualmente esse medicamento só está disponível via importação, com altos custos.
 
Em relação aos exames que detectam alergias alimentares, vale reforçar que, mesmo positivos, os mesmos devem ser interpretados por médico alergista, que saberá orientar se e quais as exclusões serão realmente necessárias a cada paciente individualmente.
 
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por Mônica Parreira

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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