Jales Naves
Especial para o jornal A Redação
Goiânia – Goiano de Anápolis, 87 anos, advogado e político, Aldo da Silva Arantes esteve no Instituto Histórico e Geográfico de Goiás nesta quinta-feira, dia 9, para doar uma coleção dos 10 livros que publicou. Mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília (2001), filiou-se em 1979 ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro e exerceu mandato de Deputado Federal por quatro vezes, sendo, por duas delas, eleito Deputado Federal nota 10 pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar. Atuou como Secretário Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Governo de Goiás e presidiu o Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
Foi recebido pelo presidente Jales Mendonça, pelos vice-presidentes Nilson Jaime e Elizabeth Caldeira e pelo secretário-geral Jales Naves.

Aldo foi recebido pelo presidente Jales Mendonça, vices Nilson e Beth Caldeira e secretário-geral Jales Naves (Foto: Lays Carvalho)
Foram doados à biblioteca do IHGG: “A OAB e a reforma política democrática”, “Alma em fogo: Memórias de um militante político”, “Conferência do desenvolvimento sustentável da Amazônia: preparatória da COP 30”, “Democracia ameaçada: a ADJC e a defesa da democracia”, “Domínio das mentes: do golpe militar à guerra cultural”, “História da Ação Popular, da JUC ao PCdoB”, “Meio ambiente e desenvolvimento sustentável: em busca de um compromisso”, “Mudanças climáticas”, “Reconstruir a democracia: união de amplas forças políticas e sociais para a luta ideológica” e “Reforma política: novo projeto para o país”.
Quem é
Desde jovem no movimento estudantil, Aldo Arantes começou pelo Liceu de Goiânia e prosseguiu no Rio de Janeiro, onde ingressou na Pontifícia Universidade Católica, para cursar Direito, em 1959. Integrou a Juventude Universitária Católica, presidiu o Diretório Central dos Estudantes da PUC-Rio e a União Nacional dos Estudantes, entre 1961 e 1962. Após o golpe militar de 1964 exilou-se em Montevideu.
A partir de 1965 coordenou a Ação Popular, viveu na clandestinidade até 1968, quando foi preso em Alagoas. Filiou-se ao PCdoB em 1972, decisão tomada por grande parte dos integrantes da Ação Popular na época, e logo se tornou membro do Comitê Central do partido.
Foi casado com Maria Auxiliadora de Almeida Cunha Arantes, mãe dos seus dois filhos Galileu Baptista Arantes e Maria de Lourdes Silva Arantes. Seu segundo casamento foi com a atual ministra do Tribunal Superior do Trabalho, Delaíde Alves Miranda Arantes.
Sua gestão na UNE iniciou em 1961, após a renúncia do então presidente da República Jânio Quadros, que gerou uma grande crise nacional. Esteve presente, ao lado do governador Leonel Brizola, na campanha realizada no Rio Grande do Sul que almejava garantir a posse do vice-presidente João Goulart. Nesta ocasião, a UNE organizou uma greve estudantil contra os militares, que haviam vetado a posse de João Goulart.
Em março de 1962 a UNE reivindicou a participação dos estudantes nos órgãos colegiados da administração das universidades, presença proporcional: um terço de estudantes, com direito a voz e voto. Em junho eclodiu a Greve Nacional, movimento endossado pelo Centro Popular de Cultura (CPC) e Caravana da UNE Volante, com diversas manifestações públicas e que resistiu até agosto desse ano; ocupou o prédio do Ministério da Educação e Cultura, por três dias, no Rio de Janeiro.
