Adriana Marinelli
Para reduzir o constrangimento de mulheres que visitam detentos nas unidades prisionais do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, a Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agsep) criou um regulamento para implantar a revista pessoal humanizada. A medida exclui os procedimentos de agachamento e nudez completa, o que garante mais respeito à dignidade das mulheres.
De acordo com a Agsep, a ideia partiu do diretor de segurança da Agência, João Carvalho Coutinho Júnior, em conjunto com os diretores dos cinco estabelecimentos penitenciários do Complexo: Penitenciária Coronel Odenir Guimarães, Casa de Prisão Provisória, Núcleo de Custódia, Presídio Feminino e Colônia Agroindustrial Semiaberto.
Para evitar que materiais ilícitos entrem nas unidades prisionais, foram estabelecidas novas regras para revista pessoal e para o cadastramento das visitas. “Convencionamos a criação da portaria e estipulamos os novos critérios que deverão ser observados pelos agentes plantonistas em dias de visitas”, explica o diretor de segurança da Agsep.
Todas as ideias foram documentadas e, após avaliação jurídica da Agsep, será convencionado com a Promotoria de Execuções Penais do Ministério Público de Goiás e o Juizado da Vara de Execuções Penais da Comarca de Goiânia.
Berçário
Presidente da Agsep, Edemundo Dias anunciou a construção de um berçário para atender os filhos de mulheres presas no Complexo. Ele também destacou a implantação de uma brinquedoteca para atender crianças que acompanham as mães em dias de visitas. Sobre a revista pessoal humanizada, Edemundo afirma que está em acordo com a política nacional do Governo Dilma Roussef, cuja orientação para as administrações penitenciárias no Brasil é de atenção especial para as mulheres encarceradas. (Com informações da Agsep)