Adriana Marinelli
Goiânia –
Diretor de futebol do Atlético-GO, Adson Batista prestou depoimento, na tarde desta sexta-feira (31/8), na Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), sobre o caso Valério Luiz. Segundo a delegada Adriana Ribeiro, Adson explicou como funciona a rotina do clube, mas negou qualquer envolvimento com o assassinato do cronista esportivo.“Ele explicou todo o funcionamento do clube, mas em relação ao crime ele afirma que não sabe e disse, inclusive, que espera que o fato não tenha nenhum envolvimento com o meio esportivo. Disse também que nem imagina o motivo do crime que resultou na morte do Valério”, afirma a delegada.
Ao deixar a DIH, por volta de 16h30, Adson falou com os profissionais da imprensa presente e negou envolvimento no caso. “Eu jamais participaria de uma coisa dessas. Acho que o que estão fazendo com o Atlético é uma covardia, já que não existem provas. Sinto muito pelo pai do Valério, o Mané de Oliveira, sei da dor que ele está sentindo, mas o Atlético não tem nada a ver com isso”, disse.“Torço para que esse caso seja esclarecido o mais rápido possível”, completou.
“Continuaremos com as diligências e mais pessoas serão intimadas. Ainda estamos explorando a linha de que o crime tenha alguma relação com o trabalho da vítima, mas não descartamos outras hipóteses. Continuamos com os trabalho e, inclusive, parte das investigações segue em sigilo”, pontua Adriana Ribeiro. Até o momento, segundo a delegada, 30 pessoas já foram ouvidas.
Carta
Sobre a carta produzida por dirigentes do Atlético e distribuída para imprensa onde Valério trabalhava proibindo a entrada de funcionários dessas empresas no clube, Adson Batista confirma que ajudou a produzir. “Ajudei a confeccionar a carta, mas não assinei. Não vou fugir jamais das atitudes que tomei, mas aquela carta não tem nada a ver com o fato”, garante.