Adriana Marinelli
Goiânia – Depois que o taxista suspeito de estuprar uma adolescente de 14 anos em Aparecida de Goiânia disse em depoimento à delegada que o ato foi consentido, a garota mudou a versão da história e confirmou que não houve violência sexual. O taxista de 32 anos foi identificado e ouvido na sexta-feira (15/7) pela delegada Caroline Braga, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) da cidade e, durante depoimento, confirmou teve relação sexual com a garota, mas afirmou que tudo aconteceu com o consentimento da menina.
Depois disso, conforme destacou à reportagem do jornal A Redação, a delegada ouviu novamente a menina, que confirmou a versão do taxista. "Possivelmente o inquérito será arquivado", informou Caroline. De acordo com a nova versão da garota, ela não teria contado a verdade desde o início por medo da reação da família.
O caso
De acordo com a Polícia Civil, a adolescente estava em uma festa com outras pessoas da família na madrugada de quinta-feira (14/7) e pediu para ir embora antes dos parentes. Um tio da menina teria pedido um táxi e acertado o valor da corrida com o taxista.
Durante o caminho de volta para a casa, o taxista teria parado em um posto desativo e, de acordo com a versão inicial da adolescente, teria a obrigado a manter relação sexual com ele. A denúncia de estupro foi feita pela mãe da menina, que teria se assustado quando a garota chegou em casa com a roupa rasgada e sem roupas íntimas. A menina passou por exames de corpo delito, que comprovaram o ato sexual.