João Unes
Goiânia – O jornalismo brasileiro perdeu Isanulfo de Abreu Cordeiro. Natural de Campos Belos, o jornalista de 66 anos morreu na noite deste sábado (13/1), vítima de câncer.
Graduado em Direito e em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás, Isanulfo era secretário-chefe de Assuntos Internacionais do Governo de Goiás.
Isanulfo foi editor-chefe do jornal O Popular e editor do Diário da Manhã. Ele também foi assessor de imprensa do Palácio das Esmeraldas e assessor de comunicação no Senado Federal.
Intelectual respeitado em todo o País, Isanulfo tinha como marca o amor à família. Marido, pai e avô amoroso, Isanulfo deixa a mulher, Beatriz, três filhos, Pedro, Lorena e Alexandre.
Isanulfo deixa também uma legião de amigos e admiradores, que conquistou com sua dedicação e carinho.
Trabalhador incansável, Isanulfo varava madrugadas em coberturas jornalísticas e é o guru de gerações de jornalistas, artistas, escritores e intelectuais.
Recentemente, Isanulfo foi homenageado pela UFG com a sua Medalha de Honra, concedida a ex-alunos que brilharam em suas carreiras profissionais.
Tive a honra de conviver intensamente com Isanulfo nos últimos 21 anos. Era o meu mestre. Me guiou nos complexos caminhos do Jornalismo e foi o responsável por grandes reviravoltas na minha vida.
A primeira delas foi em 1996, quando o conheci e o acompanhei em visita à Redação do jornal O Estado de S. Paulo, onde eu era repórter. Esta visita foi o prenúncio de um amizade intensa, pura e sincera.
Há cerca de um mês, busquei Isanulfo na saída de seu trabalho para nosso último jantar juntos, acompanhados dos amigos Washington Novaes, Leonardo Rizzo e Wolney Unes. Isanulfo estava feliz e conversava animado, como sempre, apesar dos golpes sofridos na batalha contra o câncer.
Quando o deixei em casa, Isanulfo se despediu com seu tradicional abraço fraternal. Combinamos de nos reencontrar em breve.
Que Deus o abençoe.