João Gabriel de Freitas
Mesmo com uma acordo verbal firmado em reunião na tarde de quinta-feira entre a Secretaria Municipal de Saúde(SMS) e o Sindicato dos Médicos de Goiás (Simego), a paralisação da classe médica que atende no serviço público de saúde segue pelo menos até segunda-feira. A expectativa de que uma assembleia marcada pelos médicos para a segunda-feira fosse antecipada para esta sexta-feira, para analisar a proposta feita pelo secretário Elias Rassi e encerrar a greve, ficou mesmo para a semana que vem.
Segundo o Simego, até a tarde de sexta-feira, o sindicato aguardava a proposta em um documento escrito, para entar convocar a classe médica. “O acordo foi feito verbalmente, mas esperamos um documento, ao menos para saber realmente de todos os pontos negociados”disse nesta tarde o médico Leonardo Mariano Reis, presidente do Simego.
Conforme levantamento inicial da secretaria, cerca de 80% dos médicos que integram as equipes da família e 20% dos que atuam nos ambulatórios da rede municipal de saúde de Goiânia paralisaram suas atividades, mas esses números são incertos frente aos dois lados da greve. Segundo a assessoria de comunicação da SMS, o retorno dos médicos aos postos de trabalho é gradativo com o avanço das negociações.
Conforme o que foi tratado na reunião de quinta-feira, foi oferecido maior participação dos médicos na coordenação das unidades de saúde. A SMS também prometeu ajustes salariais nos contratos temporários dos médicos. No entanto, a reivindicação de salários com base no piso da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), que é de R$ 9.188,22, está descartada, mas será estudada futuramente.
Enquanto a assembleia médica não decidir na segunda-feira se encerra ou não a paralisação, segue garantido nas unidades de saúde pública de Goiânia apenas o atendimento emergencial.