A Redação
Goiânia –
Ao longo dos últimos seis anos, a Construtora Biapó tem investido no registro audiovisual de seus serviços de restauração do patrimônio histórico desenvolvidos em diferentes estados brasileiros. Esta documentação garante e perpetua o contato da população e das futuras gerações com os bens materiais e imateriais históricos e os processos utilizados para torná-los perenes.
O acervo visual de 42 vídeos está publicado em seu
canal do YouTube e apresenta as ações realizadas nas obras e o olhar sobre os patrimônios restaurados. São várias playlists que desvendam técnicas de restauro e a história dos patrimônios, além de atividades culturais do projeto Canteiro Aberto como oficinas, exposições de fotografia e arte, festivais culturais de música, teatro e cinema.
Recentemente, duas novas ações foram iniciadas: a publicação de uma nova série sobre sustentabilidade, com foco em práticas implementadas para minimizar impactos negativos das ações de engenharia civil causadas no meio ambiente; e o lançamento do projeto cultural virtual Canteiro Aberto EnCena.
Série de vídeos sobre sustentabilidade
O primeiro episódio, “Resíduos da Construção Civil”, relaciona os valores da empresa (valorização da história, do ser humano e do trabalho em equipe) com o respeito ao meio ambiente e exibe medidas adotadas pela Biapó para reduzir a produção de resíduos poluidores, aproveitar melhor os materiais e minimizar os impactos negativos. As ações incluem repensar a produção, investir na coleta seletiva, com adequada destinação de cada resíduo, nos respectivos contêineres, na reutilização criativa e no descarte seguro para usinas de reciclagem.
O segundo episódio, “Coronavírus e Sustentabilidade”, além de reforçar as principais medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para evitar o contágio da covid-19, estabelece uma relação entre a pandemia e a degradação da natureza, mostrando que a atual crise da saúde é um alarme do planeta. Esse vídeo mostra a importância de relacionar cada medida de biossegurança com comportamentos sustentáveis como, por exemplo, lavar as mãos sem desperdiçar água, não descartar máscaras usadas de forma inadequada, optar por produtos com menos embalagens para diminuir a produção de lixo, preferir embalagens biodegradáveis, usar menos ar condicionado e deixar mais janelas abertas.
A pandemia nos obriga a refletir sobre nossos hábitos, pensar sobre os impactos de nossas ações para mudar comportamentos. Para ver os vídeos, acesse
aqui e
aqui.
Essa série é o resultado da implantação do novo valor de gestão da Biapó – Respeito ao Meio Ambiente – e se traduz em boas práticas para torná-la de fato uma empresa com ações sustentáveis, capaz de adotar atitudes éticas que visem seu crescimento sem agredir o meio ambiente, estimulando também boas práticas na sociedade.
Para isso, foi criado o Subdepartamento de Qualidade e Sustentabilidade, parte do Departamento de Tecnologia e Desenvolvimento, que tem como meta desenvolver programas específicos voltados para conscientizar trabalhadores e trabalhadoras acerca da consequência de suas ações (individuais e coletivas) e condutas.
Projeto Canteiro Aberto EnCena
Adaptando-se ao período da pandemia, o Instituto Biapó lançou a versão virtual do Projeto Canteiro Aberto para permitir a continuidade da interação da comunidade com as obras, democratizando o acesso ao processo de restauro.
Sua primeira edição foi realizada no dia 19 de setembro, durante uma live com transmissão do canteiro de obras do Theatro Sete de Abril, em Pelotas (RS), e teve a participação do duo de violino e violão Xtrings. Além da música, a live trouxe uma breve história do Theatro Sete Abril e depoimentos de pessoas da comunidade sobre suas recordações dos melhores momentos vividos ali, como a psicóloga Cissa Baini, a professora e funcionária do teatro, Ana Lúcia Alt, e o produtor cultural, Deco Rodrigues. Assista a estreia do projeto
aqui.
As exibições on-line serão realizadas no terceiro sábado de cada mês para mostrar a evolução dos trabalhos no canteiro de obras, a história do teatro e as demais apresentações artísticas. A segunda exibição está marcada para o dia 17 de outubro, às 20 horas, e conta com a participação da entidade tradicionalista União Gaúcha João Simões Lopes Neto, a mais antiga do estado do Rio Grande do Sul, com 121 anos de história.
Na ocasião, os dançarinos Yuri Martins, Kaua Schug, Natália Ereiae e Bruna Ribeiro encenarão em dois atos as danças folclóricas chimarrita e pezinho, vestidos com figurinos de época e indumentárias tradicionais. Introduzida pelos colonos açorianos no início da formação do Rio Grande do Sul, popular no Arquipélago de Açores e na Ilha da Madeira, a primeira dança é composta por um misto de valsa e chote. A segunda traz à cena a única manifestação popular rio-grandense em que todos os dançarinos obrigatoriamente cantam, não se limitando, portanto, à simples execução da coreografia. Por ser uma das mais simples e ao mesmo tempo mais belas danças gaúchas, o pezinho ainda está presente na cultura portuguesa e possui intensa popularidade no litoral de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.