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Acabou a Copa do Mundo. Começa a corrida eleitoral

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13.08.2018 - 10:17:19

Goiânia – Em 7 de outubro os brasileiros escolherão presidente, deputados federais ,estaduais senadores e governadores. A eleição presidencial de 2018 terá 14 candidatos ao Palácio do Planalto, o maior numero de postulantes desde 1989.  

É assustador neste momento o percentual de eleitores que diz não ter candidato ou mostra total desinteresse pelo pleito eleitoral. Pode-se afirmar um estado de inércia.

No futebol também verificamos uma apatia muito grande no começo e uma mobilização da torcida verde amarela no final, acompanhada na desmobilização das manifestações sociais e dos movimentos grevistas. Assim, penso que vai acontecer com o processo eleitoral, onde a partir de agosto as pessoas já procurem quais candidatos respondem de maneira efetiva as questões de seu interesse  e  que apresentem melhores propostas para o Brasil.

Seria melhor para o governo brasileiro se o Brasil fosse campeão? Sim, o otimismo da população favorece a quem está no poder. Tanto no Brasil como em outros países do mundo sempre existiu a tentativa do poder político se beneficiar dos êxitos esportivos.  

Não ganhamos, e é muito evidente que estamos sem otimismo  e sem esperança. Segundo filosofo alemão Ernest Bloch “A falta de esperança é ,ela mesma tanto em termos temporais quanto em conteúdo,o mais intolerável, o absolutamente insuportável para as necessidades humanas’.

Precisamos de esperança de acreditar que algo de novo vai acontecer , pois não agüentamos mais esperar….

A crise nacional  deve ser enfrentada só pelas lideranças políticas? O que nós como cidadãos podemos fazer  para melhorar a situação brasileira? Difícil resposta, mas o esforço de cada um pode encontrar ressonância em uma pauta coletiva, que atinja ao interesse nacional.

O momento eleitoral é de extrema importância para o país na medida em que as grandes questões são apresentadas e discutidas, e a população  toma conhecimento das diferentes versões a cerca de problemas muitos complexos a serem resolvidos.

Na torcida de um jogo de futebol penso que somos eminentemente emocionais. No momento da decisão de um pleito para a escolha do candidato temos que nos esforçar para sermos os mais racionais possíveis  baseados nas grandes questões que são abordadas pelos candidatos: geração de empregos;  aposentadorias; melhoria na saúde educação e segurança pública;redução da desigualdade,meio ambiente.  

Saber como se posiciona sobre as questões comportamentais mais prementes a respeito de igualdade de gênero, combate ao racismo e direitos individuais.

Outra questão extremamente importante e que  está na prioridade defendida pelos cidadãos. Como vão combater a corrupção? Todos os candidatos  procuram dar respostas na identificação do que o eleitor almeja  .  

Qualidades como liderança, experiência, inteligência, honestidade capacidade de comunicação são relevantes na escolha do candidato. Temos, contudo, que ficar atentos uma vez  que  várias noticias  colocadas nas redes sociais   distorcem a verdade,sem dizer dos rumores que rotulam o candidato.

O debate é necessário. O que não desejamos é que seja recheado de intolerância e agressão É preciso .que as propostas sejam  realistas e  que não firam os ideais democráticos.

O debate precisa, portanto ser mais  técnico do que ideológico, fornecendo ao eleitor embasamento necessário para sua decisão na hora de votar. Este voto que vai ser tão importante par um novo cenário brasileiro.

No país, o eleitorado feminino, é amplamente majoritário, representa 53% do total  dos eleitores . Com certeza fazemos a diferença.  Não vale chute  na trave, temos  desta vez acertar o gol.  

Sulamita de Aquino Porto é socióloga e consultora técnica da Fieg.

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por Sulamita De Aquino Porto

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