Logo

A OAB que eu quero

26.11.2015 - 17:21:58
WhatsAppFacebookLinkedInX

Goiânia – Em pleno século 21, não mais é tolerável o tempo de ataques grosseiros, do poder absoluto, da postura intolerante. Muito menos se essa agenda envolve o nome da instituição civil mais importante do País. 
 
O que aconteceu no Centro de Cultura, Esporte e Lazer (CEL) da OAB no último final de semana foi um ato grotesco e deselegante, um espasmo autoritário, comportamento incompatível de quem pretende ser o representante de uma categoria que defende o diálogo, a democracia e a diferença de ideias. A ação, patrocinada por aqueles que querem representar a advocacia goiana em todo o Brasil, colocou em risco não só o patrimônio construído ao longo dos anos, com recursos da própria advocacia, mas também, e o mais importante, a segurança do advogado que procura o espaço para descansar, curtir a família e amigos.
 
Ao invadir o CEL, sem se identificarem como requerem as regras do clube, o grupo postulante mostrou que não respeita as normas e desconsidera a própria advocacia, dona do local. Se estão assim durante uma campanha, imaginem no comando de uma instituição séria como a OAB. Esta não é a OAB que eu quero.
 
A OAB que eu quero é FORTE. Tem um patrimônio físico e moral conquistado ao longo de muito trabalho e de muita história. Tem um legado de êxitos para mostrar ao advogado de todo o País e se já se tornou referência no Brasil pela sua estrutura física e por seus membros, que alcançaram postos de destaque graças à credibilidade e conhecimento que possuem.
 
A OAB que eu quero é respeitada perante os demais órgãos, sabe lutar pelas prerrogativas profissionais sem ofender ou denegrir a imagem de qualquer instituição. Goiás não é um Estado à margem quando se trata da advocacia. Alcançou posição central e já é consultado para questões importantes que envolvem a área jurídica. 
 
Invasões, correrias, ocupações e desordem estão na contramão dos tempos de liberdade e transparência. O que dirá se estas atitudes vêm de quem tem o dever de conciliar, de aglutinar e pacificar? Sim, porque o advogado nada mais é que um harmonizador. Peca quem pensa que o advogado quer sempre o litígio. Não. Ele busca o acordo, o consenso, de forma pacífica, combate a tirania e a opressão. É honrado, digno, luta pela Justiça. Os novos tempos não aceitam posturas intolerantes, de ignorância, de subir na mesa aos brados.
 
Flávio Buonaduce é o candidato mais preparado para dirigir a OAB-GO. Fez uma campanha propositiva, sem rompantes, sem agressões. Com mais experiência em gestão, mais conhecimento jurídico, austero, mas de perfil agregador, tem forte capacidade de argumentação e postura de alto nível. Advoga há quase 30 anos, conhece como poucos a instituição, sabe exigir o melhor para a advocacia mas tem a noção de que suas atitudes refletem em toda a categoria.
 
Uma história não se constrói da noite para o dia. A OAB Forte fez muito. O próximo passo é melhorar ainda mais a atividade profissional do advogado em todo o Estado. Tudo isto será feito com muito diálogo, muita conversa. Nada de invasões, correrias ou agressões, atitudes que só envergonham a categoria.
 

*Igor Araújo é advogado.

 
compartilhar
WhatsAppFacebookLinkedInX
por Igor Araújo

*

Postagens Relacionadas
Ricardo Menegatto
17.02.2026
Prejuízos causados por eventos climáticos: quais são os direitos do consumidor?

Os alertas da Defesa Civil sobre tempestades severas tornaram-se parte da rotina de moradores de São Paulo e de diversas capitais brasileiras. Com eles, cresce também a apreensão quanto à possibilidade de quedas de energia elétrica e aos prejuízos que podem atingir residências, comércios e até a saúde de pessoas que dependem de equipamentos essenciais. […]

Carla Conti
14.02.2026
Educar com consciência planetária é um compromisso com a vida

A universidade é, historicamente, a casa do conhecimento. É nela que se formam profissionais de todas as áreas e onde se outorgam diplomas que autorizam a atuação no mundo. Mas esse gesto formal carrega uma responsabilidade que vai muito além da formação técnico-científica. Em um cenário marcado por crises ambientais, desigualdades sociais persistentes e pelo […]

Anna Carolina Cruz
13.02.2026
O tempo que não temos

Há dias em que a alma pede silêncio. Não o silêncio da ausência de barulho, mas o silêncio da consciência que desperta. Tenho pensado muito na forma como estamos vivendo. Corremos como se houvesse um incêndio permanente, como se cada mensagem ou e-mail não respondido fosse o fim do mundo, como se cada prazo fosse […]

Bruno D´Abadia
12.02.2026
Gestão de dados fortalece operadoras de saúde

O setor de saúde suplementar vive uma transição decisiva. Transparência, integridade da informação e precisão técnica deixaram de ser apenas exigências regulatórias e passaram a influenciar diretamente a sustentabilidade e a credibilidade das operadoras. Em um ambiente cada vez mais monitorado, dados corretos não são apenas números enviados à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). […]

Ralph Rangel
12.02.2026
O Homo Instagramabilis: O crepúsculo da inteligência

Houve um tempo em que o ser humano era definido pela sua capacidade de busca: a busca pelo abrigo, pelo fogo, pela forma de armazenar o alimento, pela verdade, pelo conhecimento profundo, enfim, éramos buscadores. Hoje, essa trajetória evolutiva parece ter sofrido um curto-circuito. Estamos testemunhando a ascensão de um novo tipo de pária social: […]

Luciana Brites
11.02.2026
Por que as crianças estão perdendo habilidades motoras na era digital?

O aumento do uso de tablets e celulares reduz o tempo de brincadeiras físicas, prejudicando o desenvolvimento motor e cognitivo. Por este motivo, temos notado que muitas crianças estão perdendo habilidades motoras. As atividades para coordenação motora são essenciais para desenvolver a integração de movimentos e a precisão no controle muscular. A coordenação motora global […]

Mardonio Pereira da Silva
10.02.2026
Quando o ódio invade a sala de aula: violência, feminicídio e a negação do Direito em um Estado Democrático

A morte brutal da Professora de Direito e policial civil, Juliana Santiago, assassinada dentro da sala de aula por um aluno do 5º período, não é apenas um crime hediondo: é um ataque frontal ao Estado Democrático de Direito. A barbárie ocorrida no ambiente universitário rompe todas as fronteiras do aceitável e impõe uma reflexão […]

Renato Gomes
10.02.2026
A qualidade da saúde começa na gestão

Durante muitos anos, quando se falava em qualidade na saúde, o debate quase sempre se concentrava no ato assistencial. O olhar estava voltado para o médico, o hospital, a tecnologia, os equipamentos. Tudo isso é, sem dúvida, essencial. Mas, após mais de 25 anos de atuação em gestão, consultoria e educação em saúde, cheguei a […]