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A educação e os dilemas impostos pela covid-19

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29.05.2020 - 11:59:07
 
O atual momento ao qual o mundo está atravessando, com os desafios que vão desde o agravamento das desigualdades sociais, a concentração de renda e de poder, e o problema da fome em países considerados subdesenvolvidos e em desenvolvimento, levam, nós docentes, a refletir e mudar os paradigmas metodológicos da educação. Essas mudanças têm o propósito de estruturar um ensino que seja mais inclusivo, mais aberto e flexível no intuito de compartilhar conhecimento e troca de experiências com uma base maior de pessoas. 
 
O interesse pelo aprendizado, pelo novo, por novas formas de qualificação e formação profissional, impuseram aos atores educacionais (professores, coordenadores, alunos, escolas e pais) um novo jeito de ensinar e, principalmente, no caso do professor, sair do protagonismo – como o detentor único do conhecimento – e ser alçado à posição de um facilitador ou orientador do ensino. As experiências e vivências dos alunos são levadas em consideração e podem permitir que esse ensino à distância se torne uma grande fonte de aprendizado.
 
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2017) aproximadamente 85% da população brasileira vive em áreas urbanas, fenômeno acentuado após a década de 50, do século passado, em consequência da expansão dos parques industriais em grandes cidades, deixando a economia primária (agricultura de subsistência) em decadência. 
 
Hoje, as pessoas que habitam as áreas urbanas precisam, constantemente, se qualificar para conseguir entrar no mercado de trabalho ou se manter nele. E, nesse novo contexto socioeconômico, o docente tem sua carreira desnudada ou ressignificada, com os processos metodológicos educacionais mudando e se aperfeiçoando para conseguir atingir um maior número de pessoas, de diferentes regiões e culturas, mas que enfrentam o problema de não possuir uma mão de obra qualificada para enfrentar os grandes desafios da humanidade, por exemplo o coronavírus. 
 
Apesar da área educacional – seja em todos os seus níveis e modalidades – não estar num patamar de avanço tecnológico como em outras atividades econômicas, muito se tem avançado em inserção da tecnologia nos processos educacionais, mesmo que incipiente. Cabe a nós, professores, entendermos essas mudanças da sociedade citadas aqui no texto e tornar-nos mediadores, aconselhadores e também fontes de informações e conhecimento para que essas novas gerações tenham capacidade de encarar às mudanças com muito mais rapidez e eficácia do que a nossa atual geração de professores, cuja capacidade de transformação e adaptação às novas tecnologias esbarram em problemas estruturais advindos de décadas ou séculos de renúncia do poder público, como o verdadeiro protagonista do fomento à educação que inclui, que liberta e que salva vidas!
 
*Juliano Silvestre é administrador de empresas; mestre em Desenvolvimento e Planejamento Territorial; pesquisador da Economia Regional e Urbana com Ênfase no Desenvolvimento Sociocultural em Pequenos e Médios Territórios; e coordenador do Curso Superior em Tecnologia de Produção Cênica do Basileu França. 
 
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por Juliano Silvestre

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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