Alexandre Parrode
Goiânia – Em 2012, promessa de modelo para candidatos do PT, o prefeito Fernando Haddad completa um ano e meio à frente da prefeitura de São Paulo, amargando meros 17% de aprovação, segundo o último levantamento do Datafolha, divulgado nesta segunda-feira (30/6) na Folha de S. Paulo.
Com as eleições estaduais cada vez mais próximas, o PT, que trabalha para eleger o ex-ministro da Saúde Fernando Padilha ao Palácio dos Bandeirantes, se vê obrigado a isolar o prefeito.
Haddad tem avaliação tão ruim quanto ao último levantamento divulgado, em novembro do ano passado (após as manifestações), quando marcava 18% de avaliações boa ou ótima – oscilação dentro da margem de erro da pesquisa, que é de três pontos percentuais.
Atualmente, o petista tem sua administração reprovada, isto é, o índice de pessoas que a consideram ruim ou péssima, chegando a 36%. No último levantamento, o índice era de 38%.
Para 44% dos paulistanos, a gestão Haddad é considerada regular.
Ainda de acordo com o Datafolha, 77% dos entrevistados consideram que Haddad fez menos que o esperado – o que seria o principal motivo pelos baixos indíces de aprovação perdurarem, mesmo após um ano dos protestos.
A nota média dos paulistanos para o petista foi de 5,9 em março, passou para 5,4 no começo de junho, baixou para 4,3 três semanas depois e agora está em 4,4.
O Datafolha ouviu 1.071 eleitores da capital na quinta (28/6) e sexta-feira (29/6). A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Comparação
Ao contrário do governador Geraldo Alckmin, que chegou a marcar aprovação de 26% após os protestos e hoje tem 41% de avaliações boa ou ótima à frente do Estado de São Paulo, Haddad não conseguiu recuperar a popularidade e tem um dos piores índices da história da capital.
Os ex-prefeitos Paulo Maluf (PP), que terminou o primeiro mandato com cerca de 25% de aprovação, a companheira de partido de Haddad, Marta Suplicy, que marcava 28%, e o tucano José Serra, que terminou com 41% de aprovação, tiveram melhores índices do que o atual prefeito.
Avaliação positiva dos ex-prefeitos Paulo Maluf (PP), Marta Suplicy (PT) e José Serra (PSDB) supera a do atual, Fernando Haddad (Fotos: reprodução/Facebook dos políticos)
Por quê?
Os baixissimos índices do prefeito Fernando Haddad se devem, principalmente, a insatisfação da população com os compromissos de campanha do petista. Um ano e meio após apresentar o "Plano de Metas para São Paulo", apenas cerca de 9% dos 123 objetivos foram plenamente concluídos.
De acordo com dados levantados pelo colunista Reinaldo Azevedo, foram prometidos 150 km de corredores de ônibus. Até agora, nenhum foi entregue. Os 36 km que estão em construção foram licitados na gestão de Gilberto Kassab.
Haddad anunciou a construção de 243 creches. Um ano e meio depois, apenas 26 foram entregues, e sete estão em obras. 20 Centros de Educação Unificada foram prometidos pelo petista, que entregou só um.
Ainda de acordo com o levantamento do colunista, nenhum dos três hospitais começou sequer a ser construído e das 43 Unidades Básicas de Sáude, Haddad entregou só quatro e há uma em obra.