Lorena Lara
Goiânia – Em clima de festa, a cerimônia de premiação do 16º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) ocorreu no início da noite do último domingo (1º/6), no Cinemão da Cidade de Goiás.
Ela conta que foi um grande alívio o reconhecimento no Fica. "É bastante especial, porque pensei que as pessoas aqui não tinham entendido o meu filme. Não tive as reações usuais durante a exibição, em partes que as pessoas normalmente riem, não tinha ninguém rindo", explica a diretora. "Fiquei pensando que ninguém tinha gostado e é um grande alívio saber que as pessoas entenderam", resssaltou.
Priscilla Kellen, assistente de direção do filme, conta que foi uma supresa. "O filme não foi feito com essa ambição de trazer a questão ambiental e acaba que ele foi muito eficiente em propor essa reflexão", conta. "Acho que isso aponta um desejo de filmes com esperança, talvez", ressalta Priscilla.
O filme é uma animação, e foi lançado ainda neste ano de 2014. Outra animação premiada foi o curta Viagem na Chuva, de Wesley Rodrigues, que recebeu o Troféu João Bennio para melhor Produção Goiana. "Esse é o primeiro festival que este curta está participando e é legal pelo fato de ser um filme goiano, estrear em um festival goiano e já ser reconhecido. Isso é espetacular, foi um bom começo", comemora o diretor.
Wesley Rodrigues esteve no Fica do ano passado, com seu filme Faroeste, que também foi premiado. "Vou tentar manter essa meta de pelo menos um curta por ano e vamos ver no que é que dá", ressalta. Ele ainda conta que vê o crescimento do cinema de animação no Brasil. "Para se ter um parâmetro, dez anos atrás não tinha produção de animação em longa-metragem. No ano passado, a gente estreou cinco produções", conta.
Priscilla Kellen reafirma a situação. "Acredito que animação neste festival, tanto pelo júri quanto pelo público, não foi vista como um gênero, como acontece em alguns festivais. É uma questão interessante de se quebrar, acho que o filme foi bem recebido, independentemente da técnica que ele utiliza", explica a assistente de direção.
O prêmio de média-metragem, no valor de R$ 35 mil reais ficou para The Carbon Crooks, um documentário dinamarquês, dirigido por Tom Heinemann, enquanto o prêmio de melhor curta-metragem foi para Robert Löbel e seu filme Wind, da Alemanha.
Na 12ª Mostra ABD, o grande destaque foi o filme Sem Você, dirigido por Lidiana Reis, da Panaceia Filmes. A obra recebeu três premiações – melhor roteiro, melhor atriz e ainda melhor filme de ficção. Outro que chamou a atenção foi o experimental Ainda que se movam os trens, de Marcela Borela, Henrique Borela e Vinícius Berger.
O prêmio de melhor direção foi para Quando a Mãe Chora e o Filho Não Vê, do Movimento do Vídeo Popular, que também recebeu o Prêmio Eduardo Benfica de melhor filme documentário.
Confira a lista completa dos premiados:
Premiação da 12ª Mostra ABD